A imprensa americana manifestou nesta sexta-feira seu assombro após o anúncio da concessão do Prêmio Nobel da Paz ao presidente americano, Barack Obama, destacando que ainda falta colher os frutos de sua política externa, pela qual foi o premiado.

"Com a maior das surpresas, o Prêmio Nobel da Paz foi concedido a Obama por sua política externa", escreveu o New York Times em seu site, com uma foto de Obama ao lado de seu colega russo, Dmitri Medvedev.

"No entanto, apesar de Obama ter criado uma alento de boas intenções no mundo inteiro - seus pares estrangeiros sempre estão impacientes para se reunir com ele e as pesquisas mostram que é extremadamente popular no exterior -, muitos de seus esforços políticos ainda não deram frutos", continuou o jornal nova-iorquino, evocando entre outros, o caso da Coreia do Norte, que o desafiou mediante testes com mísseis.

A edição on-line do Washington Post considerou assombrosa a decisão de Oslo.

"Ao conceder este prêmio tão cobiçado a Obama, o Comitê Nobel reflete um apoio mundial ao presidente americano, cada vez mais popular no exterior em seu próprio país", escreveu o Post.

O Wall Street Journal sugeriu, por sua vez, que a eleição do comitê Nobel pode alimentar certas críticas segundo as quais a imagem de Obama no exterior "ofusca sua falta de concretização" e para reforçar em certos círculos que Obama é mais apreciado na Europa que nos Estados Unidos.

"Os avanços concretos de Obama para a paz ainda estão em uma etapa cambaleantes", acrescentou o Wall Street Journal.

"Enquanto o comitê Nobel indicou que esperava apoiar os esforços diplomáticos de Obama, o prêmio Nobel pode surgir como uma distração não desejada pela Casa Branca, que já enfrenta vários obstáculos para realizar seu ambicioso programa".

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