Importação de insulina da Ucrânia pode voltar em 40 dias

O País pode voltar a importar insulina da Ucrânia em 30 ou 40 dias. A previsão é do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo.

Agência Estado |

A liberação depende do parecer de três técnicos da agência que voltaram no dia 6 da inspeção na nova fábrica do laboratório Indar - exportador de insulina para o Brasil por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fiocruz. “Como esse processo é estratégico para o País, a importação poderá ser autorizada em um prazo menor do que o usual”, afirma Raposo.

Em 21 de agosto, a Anvisa publicou resolução que suspendia a importação do produto “por não atender às exigências regulamentares”, alegando que oferecia “risco evidente à qualidade, segurança e eficácia”. Quatro dias depois, nova resolução retificava e esclarecia que a suspensão deveria durar até a publicação da “renovação da Certificação de Boas Práticas de Fabricação” de uma nova instalação construída pelo Indar.

Em nota à imprensa, a agência sublinhou que a insulina ucraniana já importada correspondia aos “quesitos de segurança e eficácia para o consumo” e que a suspensão visava a cumprir o requisito técnico de vistoriar o laboratório antes de novas importações. Desde novembro de 2007, Farmanguinhos importava 500 mil frascos por mês do produto, suprindo a distribuição da insulina no Espírito Santo, Pernambuco, Minas, Rio Grande do Sul, Rio e Bahia. Cerca de 600 mil diabéticos - 33% do mercado nacional - utilizam a insulina ucraniana. O acordo firmado entre Farmanguinhos e Indar prevê também a transferência total da tecnologia de produção até 2011.

O resto do mercado é abastecido, desde 2007, pela farmacêutica Eli Lilly. Na última licitação, realizada há dois meses, o Brasil comprou 12,6 milhões de frascos da multinacional, com custo unitário de R$ 5,48, totalizando R$ 69 milhões. Segundo o Ministério da Saúde, o País é o maior comprador mundial de insulina e obteve os preços mais baixos já cotados.

Alexandre Gonçalves

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