MACAÉ ¿ O Instituto Médico Legal (IML) de Macaé vai pedir um exame de DNA para comprovar se o corpo encontrado a 100 quilômetros da costa de Maricá por um rebocador da Petrobras é do padre Adelir Antônio de Carli. O padre desapareceu no dia 20 de abril, no Paraná, tentando bater o recorde de vôo usando balões de festa.

O exame de DNA deverá ser feito em um laboratório no Rio após o pedido da Polícia Civil. Segundo o titular da 123ª DP (Macaé), Daniel José Torres, ainda é cedo para afirmar que o corpo é mesmo do padre desaparecido.

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O barco rebocador Anna Gabriela encontrou o corpo a 100 quilômetros da costa de Marica em estado de decomposição, por volta das 16h desta quinta-feira, ainda com aparatos de vôo. O corpo foi levado à 1h40 da madrugada para o IML de Macaé.

O padre tinha saído da cidade de Paranaguá, no Paraná, com o objetivo de pousar em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Porém, os ventos teriam desviado o padre de seu percurso, levando-o para o mar.

Padre Adelir tinha como alvo bater um recorde: voar por 20 horas usando balões de festa gigantes.

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Primeiro vôo

Em 13 de janeiro deste ano, Aderli realizou um vôo com a ajuda de 500 balões cheios com gás hélio. Ele saiu de Ampére, no sudoeste paranaense, atingiu 5.337 metros e desceu quatro horas e 15 minutos depois, a 110 quilômetros dali, em San Antonio, na Argentina. Segundo ele, o recorde de altitude anterior era de 3,9 mil metros, de um norte-americano.

Trabalhos na paróquia

A paróquia São Cristovão foi fundada em 14 de fevereiro de 2004 e é formada por treze capelas. Além de missas no local, o padre realizava um trabalho de evangelização junto aos caminhoneiros. Com a ajuda de um "caminhão-capela", a equipe ia até postos de gasolina e conversava com motoristas.

"O padre trabalha muito, é muito atuante. Ele faz esportes radicais porque diz que não tem tempo para ficar na academia", afirmou a amiga Denise Gallas, coordenadora da Pastoral Rodoviária, na época do vôo trágico.

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