Os corpos de Emmanuella Neves, de 33 anos, e Fernanda Muraca, 29, encontrados na terça-feira, foram liberados na manhã de hoje pelo Instituto Médico Legal (IML), do Rio de Janeiro. As duas foram vítimas do deslizamento de terra ocorrido no dia 1º de janeiro em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, e que já matou, até agora, 52 pessoas.

Emmanuella e Fernanda passavam o réveillon em Angra junto com um grupo de 17 pessoas da cidade paulista de Arujá. Apenas três pessoas que estavam na casa alugada pelo grupo de amigos sobreviveram.

AE
Área de deslizamento de terra no Morro da Carioca, no centro de Angra dos Reis, na terça-feira

Área de deslizamento de terra no Morro da Carioca

Desaparecidos

Nesta quarta-feira, homens do Corpo de Bombeiros continuam as buscas por dois desaparecidos, apesar da chuva que começou na manhã de hoje em Angra. Uma pessoa continua sendo procurada na Praia do Bananal; e outra, no Morro da Carioca. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas irão prosseguir até que as possibilidades de encontrar as vítimas se esgotem. Duas retroescavadeiras auxiliam o trabalho de resgate no local.

Do total de vítimas no município, 31 corpos foram resgatados na Praia do Bananal. O último havia sido localizado na tarde de domingo. Já no Morro da Carioca, em Angra dos Reis, foram localizados ao todo 21 corpos, quatro deles na segunda-feira.

Mapeamento

Nesta quarta-feira, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio, órgão da Secretaria de Estado do Ambiente, inicia a operação para mapear todas as áreas de risco em Ilha Grande.

As vistorias serão realizadas pela Coordenadoria Geral de Fiscalização (Cofis) do Inea, com o apoio da Superintendência Regional da Baía da Ilha Grande e têm como objetivo principal identificar e caracterizar os locais que oferecem riscos de deslizamentos.

Técnicos do instituto estiveram em Angra no último fim de semana e concluíram que 23 áreas sofreram deslizamentos. Esses locais serão fiscalizados por cerca de 30 agentes, entre técnicos, fiscais e bombeiros, divididos em seis equipes, que permanecerão na ilha até sexta-feira. Para o trabalho serão utilizadas quatro lanchas.

E ainda nesta manhã, a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, reúne-se com o prefeito de Angra, Tuca Jordão, para conversar sobre os estragos causados pela chuva. Pelo menos 1000 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas.

O governo federal anunciou na última segunda-feira que vai liberar o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quem sofreu prejuízos materiais com a chuva no município de Angra dos Reis e na Baixada Fluminense, no Rio. A questão foi tratada entre o governador Sérgio Cabral e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A prefeitura de Angra dos Reis estima que os deslizamentos de terra tenham causado um prejuízo de cerca de R$ 250 milhões .

A situação no município é de alerta, para o caso de voltar a chover forte. Toda a programação do aniversário da cidade, nesta quarta-feira, foi cancelada por determinação do prefeito.

Tragédia

A tragédia em Angra dos Reis ocorreu na madrugada de sexta-feira (1º), quando parte da Pousada Sankay e sete casas vizinhas, na Praia do Bananal, foram soterradas por um barranco.

Já no Morro da Carioca, em Angra, pelo menos 20 casas foram atingidas por um deslizamento de terra. Segundo os bombeiros, dez pessoas foram socorridas com vida. Os feridos foram levados para o pronto-socorro da cidade.

(*com informações da Agência Brasil)

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