IML deve esclarecer se meningite foi a causa da morte do bebê Gabriel, diz hospital

SÃO PAULO - O superintendente clínico do Hospital Nipo-Brasileiro, Jorge Kazuo Nakauchi, afirmou nesta terça-feira que foi confirmado no último dia 29 que o bebê Gabriel, de 7 meses, apresentava meningite de origem viral. De acordo com Nakauchi, somente um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) deve esclarecer se a morte do bebê Gabriel foi influenciada por meningite linfocitária. A criança morreu de parada cárdio-respiratória, na última sexta-feira, na creche Pedacinho da Lua.

Redação |

Mario Ângelo/ AE
Bebê morreu aos sete meses
Segundo o hospital, a criança deu entrada na sala de emergência às 14h30 apresentando quadro de parada cárdio-respiratória, pele arroxeada e corpo frio.

Durante manobras de reanimação, o hospital informou que o único exame que foi possível ser colhido foi o chamado "liquor". "No dia 29 de julho recebemos o laudo oficial deste exame. Este laudo sugere um quadro de meningite de origem viral", informou o hospital em nota.

De acordo com o superintendente, após a constatação da doença, os pais da criança foram notificados e foi emitido um comunicado ao Sistema Único de Vigilância Sanitária da Vila Maria.

Delegado pede cautela

O delegado Sérgio Alves diz que é preciso cautela antes de qualquer avaliação. Temos de esperar o exame necroscópico chegar. O documento, segundo ele, fica pronto em no máximo 30 trinta dias.

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) pediu que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e o Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria da Infância e Juventude, também ajudem nas investigações.

Segundo a assessoria do Ministério Público, uma reunião será feita com os promotores da Infância e Juventude para definir as ações a serem tomadas. Uma vistoria deve ser feita na creche para verificar se há irregularidades no local.

Versões para o caso

Os pais alegam que houve negligência por parte dos empregados já que, segundo eles, quando a criança foi entregue à creche estava bem de saúde. Segundo a mãe do bebê, Gabriel foi entregue às 11h à escola e estava feliz, contente e sem nenhuma doença.

AE
Familiares do bebê Gabriel protestam em frente à creche

A direção da creche nega as acusações e classifica o caso como "fatalidade". Por meio de nota, ela informa que a "escola (...) é personagem de uma fatalidade". "As escolas legalizadas como a nossa, passam por avaliações freqüentes dos inspetores da prefeitura que constatam a conformidade de nossas práticas", destaca a creche.

"As acusações à escola como pré-ciência de maus tratos, má qualidade de alimentação, falta de funcionários, dentre outras barbaridades que estão sendo veiculadas, se analisadas com um pouco de bom senso e razão, percebe-se que não encontram respaldo e são fruto de oportunismo e falta de sensibilidade", acrescenta, por meio de nota. ( leia a íntegra )

Segundo a família, a morte do bebê só foi constatada quando o pai foi buscá-lo. Ele conta que esperou por cerca de 5 minutos até uma funcionária avisá-lo que Gabriel "estava roxo". Júlio chegou a levar o filho para um hospital, mas, após tentativa para reanimar a criança por 40 minutos, ela não resistiu e morreu.

De acordo com a família, durante os procedimentos para reanimar Gabriel, os médicos encontraram restos de alimentos no bebê, o que dificultou a entubação.

A creche destaca que adotou todos os procedimentos necessários de segurança com Gabriel "como alimentação e descanso na posição vertical e arroto, por exemplo". Ainda em sua defesa, a creche informou que comunicou ao Corpo de Bombeiros e reiterou que a morte da criança foi uma fatalidade.

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