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Imagem de Arruda recebendo dinheiro é forte, admite vice-governador do DF

Em sua primeira entrevista após a deflagração da Operação Caixa de Pandora, na semana passada, o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, admite que é forte a imagem do governador José Roberto Arruda, também filiado ao DEM, http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/29/video+de+suposta+propina+de+arruda+desencadeou+operacao+da+pf+9185978.html target=_toprecebendo maços de dinheiro. Questionado pelo iG sobre o assunto, ele solta uma risada para, em seguida, dizer que o dinheiro foi declarado.

Lucas Ferraz, iG Brasília |

    Agência Brasil
    Paulo Octávio e Arruda juntos/ Foto: Arquivo

    Arruda e Paulo Octávio juntos/ Foto: Arquivo

    Ao contrário do governador, Paulo Octávio, pelo menos por enquanto, não corre o risco de ser expulso do Democratas ¿não há processo de expulsão aberto contra ele. O vice disse a membros do partido que não há gravações dele recebendo recursos. Sobre sua situação na sigla, ele desconversa. 

    O vice é acusado de também receber suposta propina do esquema de corrupção no Distrito Federal. Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais e pivô do escândalo, gravou vídeos em que empresários discutem a partilha de dinheiro para políticos, entre eles o vice-governador. Há descrição em folha juntada ao inquérito que indica que Octávio teria recebido 30% de R$ 178 mil, o que daria R$ 53.400. Ele nega. Nunca estive no gabinete dele, afirma. 

    A seguir, os principais trechos da entrevista ao iG:

    iG - O senhor conversou com o governador José Roberto Arruda sobre a crise desencadeada pela Operação Caixa de Pandora?

    Paulo Octávio - Ele vai esclarecer tudo. A intenção dele é fazer isso.

    iG - E tem como explicar a flagrante imagem dele recebendo maços de dinheiro?

    Paulo Octávio - Olha, tem que observar que isso foi... sei lá, 2004, ele nem era governador ainda. 

    iG - Mas é inédita a imagem de um governador recebendo maços de dinheiro, como ele foi flagrado.

    Paulo Octávio - (Risos). É. É uma imagem forte. Agora, [o dinheiro] está declarado, segundo o depoimento dele. Está na prestação de contas dele à Justiça Eleitoral. A única questão é que foi em dinheiro. Pelo que sei o dinheiro foi declarado, [e aquilo não aconteceu] na vigência de seu mandato como governador. 

    iG - O senhor acha que o Arruda tem condições políticas de continuar à frente do governo depois de todo esse escândalo?

    Paulo Octávio - Veja bem, essa imagem é de 2005. Não tem nada a ver com o mandato de governador. Tem que separar um pouco a questão das imagens. 

    iG - Mas interceptações realizadas pela Polícia Federal, de outubro, mostram o governador...

    Paulo Octávio - Deixa eu te contar. A minha parte eu quero responder, as coisas do Arruda você tem que perguntar a ele. Está certo?  

    iG - E quanto aos deputados distritais que receberam suposta propina.

    Paulo Octávio - Não quero me envolver, são vários casos, são vários deputados, não quero me envolver.  

    iG - O senhor é apontado no inquérito da Caixa de Pandora como um dos supostos beneficiários do esquema de corrupção. Segundo disse Durval Barbosa em depoimento, o sr. recebeu recursos ilícitos. Há até descrição de porcentagens, que o senhor ficaria com 30%.

    Paulo Octávio - Você se lembra qual a descrição? 

    iG - Que o senhor receberia 30% de 178 mil, ou R$  R$ 53.400. Há ainda relatos de empresários dizendo que o senhor estaria cobrando sua parte.

    Paulo Octávio - Ele não fala isso.  

    iG - Sim, ele fala isso em vários vídeos, em conversas com empresários. Está relatado no inquérito.

    Paulo Octávio - Como não vi tudo, não me lembro disso. Mas, veja só: nunca cobrei absolutamente nada dele. Nunca fui ao gabinete dele.  

    iG - O senhor recebeu propina, como o Durval relatou?

    Paulo Octávio - Não.

    Leia também:

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