Igreja histórica do centro de São Paulo ameaça ruir

A Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, conhecida também por Igreja das Chagas, no centro de São Paulo, está prestes a ruir. Há um ano lacrada pela Prefeitura, a igreja tem cupins por todos os lados.

Agência Estado |

Até agora, não há parceiros para bancar os R$ 16 milhões da reforma e nem um único projeto em andamento.

Conforme mostrou um levantamento inédito feito pelo Estado, 40% dos 1.813 imóveis tombados ou em processo de tombamento de toda a capital estão abandonados, destruídos ou totalmente desfigurados. No centro paulistano, por exemplo, 429 dos 1.272 imóveis históricos da região fazem parte dessa estatística. E o abandono da Igreja da Ordem Terceira talvez seja o exemplo mais gritante do desleixo com o patrimônio público de São Paulo, justamente por causa da sua beleza e importância para a capital.

Projetada pelo Frei Galvão (o primeiro santo brasileiro) e construída em taipa de pilão, com 220 anos de história, seus deslumbrantes altares e estátuas abrigam três fases do estilo barroco: a clássica, a primitiva e a posterior. Lá se encontram os restos mortais do militar Rafael Tobias de Aguiar, que deu nome à Rota, da Polícia Militar, e o coração do sacerdote e político Diogo Antônio Feijó, o Regente Feijó, um dos personagens mais importantes da história da capital. A igreja fica ao lado do que foi o Convento de São Francisco, demolido em 1827 para dar lugar à Faculdade de Direito (na demolição, conta-se, houve espanto com a resistência da taipa, porque as picaretas, ao golpeá-las, provocavam faíscas).

Apesar dessa história, a igreja acabou degradada pelo tempo e pela falta de restauro. E tombada pelos três órgãos de patrimônio histórico - nacional, estadual e municipal -, tudo ficou mais complicado e, principalmente, mais caro para reformar. Passeando pelos seus corredores e salões é possível notar que a imponência ainda está lá, com os altares reluzindo com o ouro das talhas, mas a destruição está em todos os cantos. A cada rangido da madeira, dá um medo tremendo de tudo cair. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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