Igreja do centro de SP ganha campanário automatizado

Após dois anos de restauração, história e modernidade se encontraram na Igreja São Francisco de Assis. O templo no Largo de São Francisco, centro de São Paulo, erguido no século 17, é um dos mais antigos da cidade.

Agência Estado |

Em sintonia com a tecnologia, os três sinos (de 1776, de 1874 e outro do começo do século 20) voltaram a badalar, com horários previamente programados, em um campanário automatizado. Lá do passado, restauradores descobriram desenhos neoclássicos do século 19, sob oito camadas de tinta. Para comemorar a conclusão da primeira etapa de restauro da igreja, uma missa de ação de graças será celebrada amanhã às 17 horas.

Nessa primeira fase, a fachada do templo recebeu tinta nova nas cores originais - amarelo e azul - e ganhou nova iluminação. Imagens de santos foram recuperadas do estrago causado por cupins. O teto da nave principal, de madeira e com pinturas de 1780, também estava corroído. “Estava em estado deplorável. Só havia uma casquinha com as pinturas”, diz o guardião prior dos franciscanos, frei Anacleto Luiz Gapski. As pinturas, de estilo neoclássico, estavam contornadas por um tom de azul. Durante o processo, os restauradores descobriram que o tom original era, na verdade, amarelo ocre.

Os desenhos em estilo neoclássico de 1870, escondidos sob oito camadas de tinta azul celeste do teto, em outra parte da nave, são a surpresa. “O teto já havia sido pintado de azul, mas, por curiosidade, resolvemos ver se realmente não havia nada. Foi quando descobrimos os desenhos”, diz a restauradora Tatiana Domingues. “A limpeza foi bastante trabalhosa. Foi preciso usar removedor de tinta e um bisturi para retirar camadas de tinta. É um trabalho quase cirúrgico.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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