IGP-DI cai mais que o esperado com alívio de agrícolas

SÃO PAULO - Quedas nos custos de produtos agrícolas no atacado e uma desaceleração das pressões no setor de construção levaram o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) a uma deflação maior que a esperada em julho. O indicador declinou 0,64 por cento em julho, ante queda de 0,32 por cento em junho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

Reuters |

Analistas consultados pela Reuters previam queda de 0,39 por cento. Os prognósticos oscilaram de baixa de 0,32 a 0,40 por cento.

Entre os componentes do IGP-DI, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve declínio de 1,16 por cento em julho, seguindo a baixa de 0,64 por cento no mês anterior.

O IPA agrícola caiu 2,57 por cento, contra alta anterior de 0,34 por cento. O IPA industrial recuou 0,69 por cento em julho, ante baixa de 0,97 por cento em junho.

Entre os itens individuais, as maiores quedas de preços no atacado vieram de soja (-5,30 por cento), minério de ferro (-15,09 por cento), milho em grão (-8,47 por cento), laranja (-19,19 por cento) e ovos (-8,59 por cento).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,34 por cento em julho, contra avanço de 0,12 por cento em junho.

A aceleração deveu-se a uma elevação de custos nos grupos Habitação, Transportes e, em menor escala, Alimentação. As principais pressões para cima de preços no varejo foram de tarifa de energia elétrica, leite longa vida, mamão papaia, aluguel residencial e alho.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,26 por cento no mês passado, ante alta de 0,70 por cento no anterior.

A desaceleração reflete o menor impacto de dissídios salariais no setor após os reajustes típicos de meados do ano.

No ano até julho, o IGP-DI acumula queda de 1,68 por cento e nos últimos 12 meses tem baixa de 1 por cento.

(Por Vanessa Stelzer)

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