Identificar tipo de dor de cabeça pode ajudar no tratamento adequado

O excesso de barulho, o abuso no consumo de bebidas alcoólicas e pouco tempo para dormir são motivadores da cefaleia tensional episódica e da enxaqueca. Esses são apenas dois dos tipos de dores de cabeça conhecidos pelos médicos.

Agência Estado |

No total, são quase 300, segundo classificação publicada em 2004, pela Sociedade Internacional de Cefaleia. Cada tipo tem um quadro clínico, causas distintas e tratamento diferente. As dores mais frequentes são as primárias, ou seja, aquelas que são o problema em si, devido a alterações químicas cerebrais. Outras são causadas por quadros como lesões, tumores ou infecções.

O tipo mais comum é a cefaleia tensional episódica, a dor de cabeça comum. "É aquela que todo mundo já teve. Ou porque dormiu mal, bebeu um pouco a mais ou trabalhou excessivamente. É de leve a moderada e cede com qualquer analgésico comum", explica a neurologista Célia Roesler, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia. A enxaqueca, porém, é a mais conhecida. Ela é genética e ocorre devido a uma disfunção química cerebral.

"A Organização Mundial de Saúde listou a enxaqueca entre as dez doenças que mais comprometem a qualidade de vida", diz o doutor em neurologia Abouch Valenty Krymchantowski. É mais comum nas mulheres devido às alterações hormonais - de cem casos, 70 são mulheres. A dor é geralmente forte e latejante, em um lado só da cabeça. Dura de algumas horas a três dias e é acompanhada de náuseas e intolerância a luz, barulho, cheiro e movimentos. Vem em surtos e pode ocorrer várias vezes no mês. Quando não tratada, evolui para a enxaqueca transformadora, com mais de 15 crises por mês.

Alguns tipos têm diagnóstico e tratamento fáceis, mas a maioria exige um tempo longo para se chegar a um resultado satisfatório. "Demora de dois a quatro meses para começar a funcionar e pode durar de dois a cinco anos. Mas se a pessoa não costuma ter dores frequentes, um analgésico comum é o bastante", afirma a neurologista Célia Roesler. A falta de informação adequada faz com que a maioria das pessoas nunca tenham procurado ou recebido diagnóstico e tratamento.

Andressa Zanandrea

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