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Ideli cobra de Álvaro Dias autoria de suposto dossiê

Governo e oposição voltaram a enfrentar-se hoje no plenário do Senado por causa do suposto dossiê dos gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Depois que circulou a notícia de que o autor do vazamento teria sido o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que negou a acusação da tribuna, a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), atribuiu a responsabilidade do suposto dossiê a ele, repetindo as palavras ditas hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem o responsável por vazar deveria dizer logo quem foi o autor.

Agência Estado |

"Está na mão do PSDB dizer quem lhe deu o documento. Está nas mãos do senador Álvaro Dias", afirmou, acrescentando que o tucano teria agora a "obrigação" de dar os nomes de quem lhe entregou os documentos sigilosos. Enquanto o governo tentou jogar no colo da oposição a responsabilidade pelo vazamento à revista Veja, a oposição defendeu-se, afirmando que o ponto central da discussão não é esse, mas a montagem do suposto dossiê pela Casa Civil.

"Está em curso uma manobra para intimidar a oposição. Essa tática vem sendo usada de modo recorrente pelo governo", disse o líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM). "Estamos participando de uma discussão surrealista", completou o líder do DEM, senador José Agripino (RN). Na avaliação do líder do PSB, Renato Casagrande (ES), a notícia de que Dias teria vazado as informações torna frágil a oposição e põe em suspeição o tucano. Além de desmentir a notícia, embora tenha confirmado que tomara conhecimento do dossiê, Dias disse que não sabe o nome do funcionário da Casa Civil que repassou as informações sigilosos de FHC.

"Sei apenas que a responsabilidade é da ministra Dilma Rousseff", afirmou. Em meio ao tumulto que se transformou o plenário, com acusações entre governo e oposição, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), foi categórico. Segundo ele, a Casa Civil é vítima de espionagem da oposição, que passaria informações sigilosas do banco de dados. Na avaliação do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), toda a discussão no plenário sobre o dossiê era "conversa para boi dormir" e os governistas estavam tentando, ao acusar Dias pelo vazamento, mudar o foco da questão, que é a montagem de um suposto dossiê dos gastos sigilosos de Fernando Henrique.

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