O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda não tomou posse nem participa da 14ª Conferência do Clima das Nações Unidas, em Poznan, Polônia, mas em torno de suas idéias giram parte das negociações internacionais em curso. União Européia, Brasil, China, Índia e outros grandes emissores de gases de efeito estufa multiplicam consultas entre si, nos bastidores, tentando encontrar um discurso que responda à nova proposta americana, que deve sugerir o retorno de suas emissões em 2020 ao patamar de 1990 - ou seja, 0% de redução.

A proposta de Obama provoca em Poznan um misto de pragmatismo e indignação. A sugestão representa um avanço dos EUA em relação à posição do governo de George W. Bush, que não ratificou o Protocolo de Kyoto, impediu acordos nos últimos oito anos e reconheceu que suas emissões crescerão até 2025. Com um discurso inverso, Obama reconhece o risco representado pelas mudanças climáticas.

Em cúpula internacional realizada em 18 de novembro, em Beverly Hills, na Califórnia, o presidente eleito disse que sua administração se engajaria energicamente nas negociações internacionais sobre as mudanças climáticas. Esperar não é mais uma opção. A negação não é mais uma resposta aceitável. Os interesses são muito importantes, e as conseqüências, muito graves, discursou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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