Ibope mostra avanço de Manuela em Porto Alegre

Uma pesquisa do Ibope divulgada hoje pelo jornal Zero Hora mostra a candidata da coligação Porto Alegre é Mais (PCdoB-PPS-PR-PTdoB-PMN -PSB-PTN), Manuela DÁvila, sete pontos à frente da candidata da Frente Popular (PT-PRB-PTC-PSL), Maria do Rosário, na disputa pelo segundo lugar na eleição para a prefeitura de Porto Alegre. É a primeira vez que a vantagem da comunista sobre a petista supera a margem de erro, de três pontos porcentuais.

Agência Estado |

Manuela tem 23% das intenções de voto, dois pontos porcentuais a mais do que na sondagem anterior, de 22 de agosto, enquanto Maria do Rosário mantém os mesmos 16%. O resultado também foi favorável ao prefeito José Fogaça, da Coligação Cidade Melhor, Futuro Melhor (PMDB-PSDC-PTB-PDT), que cresceu mais três pontos porcentuais e chegou a 36% da preferência na projeção simulada. Luciana Genro, da coligação Sol e Verde (PSOL-PV), tem 6%, seguida por Onyx Lorenzoni, da Porto Futuro Alegre (DEM-PP-PSC), com 5%, e Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Vera Guasso (PSTU-PCB), com 1% cada. As citações a Carlos Gomes (PHS) foram inferiores a 1%.

Pela pesquisa, Fogaça venceria todas as projeções feitas para o segundo turno, com diferenças de 46% a 38% para Manuela, de 51% a 35% para Maria do Rosário, de 53% a 29% para Luciana, e de 54% a 19% para Lorenzoni. Se Fogaça não se classificasse, Manuela ganharia de Maria do Rosário por 45% a 31%, de Luciana por 51% a 21% e de Lorenzoni por 52% a 20%. Maria do Rosário bateria Luciana por 45% a 25% e Lorenzoni por 51% a 23%. Luciana venceria Lorenzoni por 38% a 27%.

Os entrevistadores foram a campo nos dias 9 a 11 de setembro e coletaram a preferência de 805 eleitores. A pesquisa foi feita por encomenda do Grupo RBS e está registrada na 161ª Zona Eleitoral de Porto Alegre sob o número 64/2008.

Repercussão

Para o coordenador da campanha de Fogaça, Clóvis Magalhães, o resultado da pesquisa do Ibope mostra a consolidação da candidatura. "Nossa estratégia de esclarecer a população sobre o que a administração fez e poderá fazer está sendo compreendida", comemorou, referindo-se à propaganda do prefeito, que diz que sua gestão ajustou as finanças para depois tocar projetos que poderá ampliar, se for reeleito. Magalhães reconheceu também que a licença de Fogaça, iniciada na segunda-feira passada, pode ter contribuído para o resultado porque tornou a candidatura mais visível.

Os índices também animaram o coordenador da campanha de Manuela, Adalberto Frasson. "Percebemos que há um crescimento de adesões à candidatura, não somente por esses números, mas também pela procura por material e pelas manifestações que recebemos das pessoas nas ruas", afirma. Frasson está convicto de que a estratégia de mostrar que as duas experiências mais recentes de administração da capital gaúcha - os 16 anos do PT e os quatro anos de Fogaça - tiveram limitações vem dando certo.

Na campanha de Maria do Rosário, a pesquisa foi vista com desconfiança. O coordenador Cícero Balestro destacou que outros dois institutos colocaram a candidata petista à frente, dentro da margem de erro, e empatada com a comunista, no início da semana passada. Também lembrou que as projeções do Ibope erraram em 1998 e em 2002 no Rio Grande do Sul. "Não quero atribuir a um caso de má fé, mas há equívocos inegáveis", comentou. Segundo o coordenador, a campanha não mudará a estratégia de "desconstituir" Fogaça, mostrando o que o prefeito teria deixado de fazer em seu mandato, e aprofundando os vínculos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o PT gaúcho.

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