IBGE: homicídios atingem 10 vezes mais homens do que mulheres

Estudo mostra que homens também são grande maioria entre as vítimas fatais de acidentes de transporte

Daniel Torres, iG São Paulo |

Divulgação
Protesto contra mortes violentas no Recife, capital de Pernambuco, Estado com alto índice de homicídios
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma estudo nesta quarta-feira em que mostra que o índice de mortes por causas violentas entre os homens é mais dez vezes maior do que entre as mulheres. Os dados mais recentes da pesquisa mostram que, em 2007, a cada 100 mil habitantes do País, 25,4 eram vítimas de homicídio. Esse número é uma média entre o alto coeficiente masculino, que é de 47,7 homicídio para cada 100 mil habitantes, com o baixo índice feminino de apenas 3,9 mortes violentas a cada 100 mil habitantes. Em 1992, esses números eram de 35,6 e 3,2, respectivamente, o que mostra que a violência entre os homens ainda apresentou um crescimento maior do que contra as mulheres. Esses e outros dados foram apresentados no estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) - Brasil 2010. 

Segundo o estudo, as regiões Nordeste (29,6), Centro-Oeste (28,3) e Norte (26) apresentaram em 2007 os maiores coeficientes de homicídios, mais elevados que a média nacional (25,4 por 100 mil habitantes). A região Sul exibiu o menor valor do País (21,4), embora tenha aumentado ligeiramente em relação a 2004 (20,4), quando os índices de homicídio começaram a cair após anos de crescimento. O estudo também ressalta que em 2004 a região Sudeste apresentava 32,3 óbitos por homicídios por 100 mil habitantes, e em 2007 esse número caiu para 23,5.

Entre as unidades da Federação, os maiores índices em 2007 eram de Alagoas (59,5), Espírito Santo (53,3) e Pernambuco (53). O Estado do Rio de Janeiro ocupava o quarto lugar, tendo conseguido reduzir de 50,8, em 2004, para 41,5 óbitos por homicídios por 100 mil habitantes. Além destes, apresentaram valores superiores à média brasileira todos os Estados do Centro-Oeste (26,0 a 30,5), o Distrito Federal (29,2) e os Estados do Pará (30,3), Paraná (29,5), Roraima (29,9), Rondônia (27,2), Amapá (27,0), Bahia (26,0) e Sergipe (25,7). As menores taxas foram registradas nos Estados de Santa Catarina (10,4), Piauí (12,4) e São Paulo, que passou de 28,5, em 2004, para 15,4 mortes violentas por 100 mil habitantes em 2007. 

Mortes por acidentes de transporte

O IBGE também divulgou números relativos a acidentes de transporte no Brasil. Segundo o estudo, em 2007, o índice de mortes no País era de 20,3 por 100 mil habitantes. Mais uma vez o número era bem maior entre os homens, com 33,8/100 mil, contra 7,2/100 mil entre as mulheres.

 A pesquisa mostra que no Brasil, os maiores valores do mortalidade eram observados nas regiões Centro-Oeste (44,8) e Sul (43,2), que apresentavam em 2007 valores superiores à média brasileira. Em 2007, Roraima (33,7), Santa Catarina (32,7) e Tocantins (32,2) foram os Estados com as maiores índices mortalidades, afetando sobretudo os homens. As taxas femininas são maiores nos Estados de Santa Catarina, Tocantins, Mato Grosso e Roraima, mas ainda bem inferiores às taxas masculinas.

Saiba mais sobre violência no estudo Mapa da Violência , divulgado no primeiro trimestre desta ano.

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