Ibama multa 60 siderúrgicas por utilizar carvão ilegal

BRASÍLIA - 0 ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta quinta-feira a aplicação de multas de R$ 414,7 milhões em 60 siderúrgicas - 55 de Minas Gerais, quatro de Mato Grosso do Sul e uma do Espírito Santo -, autuadas por um consumo de 800 mil metros cúbicos de carvão ilegal somente no ano passado. Tremei carvoeiros ilegais, disse ele, em Brasília.

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Carlos Minc ameaçou carvoeiros ilegais
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as infrações foram detectadas pelo cruzamento de dados do Sistema-DOF (Documento de Origem Florestal).

O volume de carvão vegetal explorado ilegalmente no Cerrado e no Pantanal soma 10 mil caminhões carregados, que se enfileirados ocupariam 200 quilômetros de extensão, equivalente à distância entre Brasília e Goiânia. Além disso, foram aplicados R$ 70 milhões em multas em diversos fornecedores de carvão do Mato Grosso do Sul.

Segundo nota do Ibama, entre os "truques" feitos pelas siderúrgicas autuadas na tentativa de burlar a fiscalização estão volume de carvão maior do que o declarado no DOF, falsa importação de carvão do Paraguai para cobrir exploração no Pantanal e no Cerrado e uso do mesmo DOF para transportar várias cargas.

O órgão informou que a identificação das siderúrgicas começou em Mato Grosso do Sul com a operação Rastro Negro Pantanal. Os dados dessa operação subsidiaram a análise do consumo de carvão vegetal pelas siderúrgicas de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.

Sistema produtivo

Na avaliação do ministro Carlos Minc, a ação contra as siderúrgicas não afetará o sistema produtivo em Minas Gerais, pois apenas 5% do carvão consumido são ilegais. Ele informou ainda que 55% do carvão provêem de áreas plantadas e outros 40% são de plano de manejo florestal de áreas com árvores nativas.

Segundo o Ibama, a análise do consumo de carvão pelas siderúrgicas será permanente, com a produção de relatórios como este que resultou na autuação a cada seis meses. "Quem está trabalhando na legalidade não tem motivo para se preocupar", afirmou o presidente do Ibama, Roberto Messias.

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