Ibama embarga 28 empresas do pólo gesseiro de PE

Numa operação conjunta com a Polícia Federal (PF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Pernambuco embargou hoje 28 empresas do pólo gesseiro do Estado, na região do Sertão do Araripe. No total, 43 empresas foram autuadas.

Agência Estado |

As multas perfazem R$ 8,4 milhões. O pólo é responsável pela derrubada de mais de 150 mil hectares (1,5 bilhão de metros quadrados) de caatinga nativa em dez anos, de acordo com o superintendente do Ibama no Estado, João Arnaldo Novaes. A área desmatada é igual a 150 campos de futebol.

"As empresas pagaram para ver", afirmou Novaes. Em 2006 e 2007, foi realizado um trabalho de identificação de empresas irregulares - que funcionavam sem licença ambiental -, seguindo-se um período de capacitação e negociação. Depois disso, somente 15 empresas se adequaram às exigências do instituto. Agora, segundo ele, não há mais prazos nem conversa. A meta do Ibama, a ser cumprida em três meses, é não permitir que nenhuma empresa sem licença funcione na região.

De 95 empresas instaladas na região, 25 estão regularizadas, 28, embargadas, e as outras 42, sob análise. "O número de empresas fechadas pode aumentar", observou, ao afirmar que as que sofreram embargo só poderão voltar a funcionar quando cumprirem o bê-á-bá: ter licença ambiental e adotar um plano de consumo florestal, que implica o manejo sustentável do tipo de vegetação característico do Nordeste brasileiro.

Isso significa que, de uma área de 100 hectares (1 milhão de m²), por exemplo, 20% são para preservação e os outros 80% são divididos em 12 lotes, com uso de um deles por ano. A caatinga deve ser cortada - e não arrancada - para que a planta possa se regenerar. O superintendente do Ibama em PE destacou que o Araripe possui a maior reserva de gipsita (gesso) das Américas.

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