Humberto Braz já está na sede da PF em São Paulo para depoimento

SÃO PAULO - A Justiça Federal em São Paulo ouve, desde as 14h desta quarta-feira, o depoimento do ex-diretor da Brasil Telecom Humberto Braz, investigado pela Operação Satiagraha e acusado de tentar subornar um policial federal afim de retirar o nome do banqueiro Daniel Dantas das investigações. Braz, que ainda está preso em Tremembé, chegou à sede da Polícia Federal por volta das 12h45, num carro da polícia.

Redação com Agência Brasil |

Ele é ouvido pelo juiz Fausto De Sanctis. O depoimento será acompanhado pelo procurador da Repúblico, Rodrigo De Grandis, e pelo advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado.

Nesta quinta-feira, Hugo Chicaroni, também acusado de suborno, e o banqueiro Daniel Dantas também deverão ser ouvidos por Fausto De Sanctis.

Dantas e Braz

Uma das principais provas da Justiça contra o banqueiro Daniel Dantas é uma conversa mantida por Braz. Eram 15h43 do dia 29 de abril quando o próprio banqueiro telefonou para o homem apontado pela Polícia Federal (PF) como o responsável pelas ações de espionagem do grupo.

Dantas menciona o que, segundo a PF, seriam os nomes de duas outras pessoas envolvidas na tarefa de buscar uma aproximação com o coordenador da Operação Satiagraha.

A operação começava a ser gestada na Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Superintendência da PF em São Paulo. Uma dessas pessoas é tratada como Chico e a outra como Aline - a PF tenta identificá-los.

Dantas menciona uma discussão no grupo sobre o assunto - três dias antes, a investigação sigilosa contra o banqueiro havia sido noticiada pelo jornal Folha de S.Paulo. Seu grupo tentava descobrir, conforme mostram as escutas, quem estava conduzindo a apuração e onde estava sendo feito o inquérito. Queriam ter acesso às provas e saber o alcance da investigação.

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