Houve troca de cartões no free shop, diz ex-ministra

BRASÍLIA - A ex-ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) disse nesta quarta-feira, na CPMI dos Cartões, que fez compras num free shop, no valor de R$ 461, com o cartão corporativo devido ao seu cartão pessoal ser da mesma cor e mesma bandeira do cartão do governo. Ela também comentou que foi notificada em dezembro passado do equivoco e que ressarciu os cofres públicos.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

"Quero ressaltar que foi fato isolado dentro da minha agenda de trabalho, dentro da minha forma de tratamento da verba pública. Houve uma troca de cartões. Tenho um cartão pessoal na mesma cor e na mesma bandeira do cartão de governo", disse.

Matilde comentou que, numa reunião com técnicos de sua pasta, definiu que os cartões seriam utilizados para três modalidades de gasto. Hospedagem, alimentação e transporte.  

A ex-ministra também destacou que diversos de seus compromissos eram realizados fora do horário comercial e nos finais de semana, por isso as divergências entre horários e dias de locação de automóveis, havendo até mesmo o aluguel, numa mesma data, em duas cidades diferentes. 

"Creio que na agenda de qualquer ministro ou ministra acontece de estarmos numa cidade de manhã e outra de tarde, e até mesmo outra a noite", explicou. 

Sobre o alto valor com locações de automóveis, que chegaram aos R$ 110 mil, e o fato de não ter feito licitação, mesmo tendo utilizado na grande maioria dos casos a mesma empresa, Matilde alegou que a companhia foi escolhida por sua capilaridade. 

"Não havia possibilidade de montagem de licitação, considerando que deveria ser feita com os demais órgãos de governo", citou. "Dada circunstância dessa agenda, múltipla e sem previsibilidade, buscamos um serviço que respondeu à capilaridade nacional, com a qualidade de atendimento a uma autoridade do governo Federal". 

Matilde ainda comentou que não houve má-fé no uso de recursos públicos e que o fato de ela ter devolvido recursos para os cofres públicos não quer dizer que assumiu culpa por supostos gastos irregulares. 

"Em momento nenhum houve má-fé ou qualquer situação de falha no uso da verba pública. O que foi devolvido foi devolvido em função de garantir toda a transparência no processo [de investigação], e que se tiver falha ela deve ser corrigida", ponderou.

Ao todo, a ex-ministra gastou em 2007 R$ 171 mil, desses, R$ 110 mil com aluguéis de carros, R$ 5 mil em restaurantes e uma compra de R$ 461 num free shop. Ela ressarciu aos cofres o valor do free-shop e outros R$ 2,8 mil referentes a aluguéis de carros uma mesma data em cidades diferentes.

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