Vigilância municipal de Campinas reforça que não há transmissão da doença no Brasil

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Profissionais do Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (SP), investigam caso suspeito de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), conhecida popularmente como doença da Vaca Louca. A Vigilância em Saúde Municipal informou, por meio de nota oficial, que foi notificada na sexta-feira, 12, sobre o caso, tratado com absoluto sigilo. Tanto a Secretaria de Saúde quanto o hospital informaram que não divulgarão informações para preservar a privacidade do paciente e de sua família. O homem internado é médico e, segundo informações extra-oficiais, esteve na Europa.

O hospital, por meio de assessoria de imprensa, informou que a doença neurológica não está confirmada e que o caso está sob investigação. A secretaria ressaltou na nota enviada que não há transmissão da doença no Brasil, portanto, não há impacto na saúde pública ou sob aspecto econômico. A vigilância informou que a doença não é transmitida de pessoa para pessoa e não exige medida de controle no País.

A Doença de Creutzfeldt-Jakob ataca o sistema nervoso central e geralmente é caracterizada por demência rapidamente progressiva, associada a contrações musculares involuntárias. A DCJ foi inicialmente descrita na Alemanha, em 1920, e desde então a incidência aproximada de um caso para cada 1 milhão de pessoas tem sido registrada, segundo dados do Ministério da Saúde.

A DCJ é atribuída a uma partícula infecciosa denominada príon e já foi identificada na França, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália, Austrália, Holanda, Estados Unidos e Japão. Em nenhum país das Américas, incluindo o Brasil, houve registro de casos humanos da doença.

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