Hospital do Fundão reinicia programa de transplantes de fígado

RIO DE JANEIRO - O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), anunciou nesta terça-feira a retomada do Programa de Transplante Hepático. O Hospital do Fundão, como a instituição é conhecida, havia sido descredenciado em julho passado com a Operação Fura Fila, desencadeada pela Polícia Federal, que descobriu um esquema de fraude e desvio de órgãos da fila única de transplante de fígado no estado do Rio de Janeiro.

Agência Brasil |

Médico Joaquim
Médico Joaquim Ribeiro Filho/ AE
Na ocasião, o médico Joaquim Ribeiro Filho, ex-coordenador do Rio Transplantes e ex-chefe da equipe de transplantes de fígado do hospital universitário, foi preso, acusado de fraudar a fila única de transplante hepático. Desde então, as cirurgias vinham sendo realizadas no Hospital Geral de Bonsucesso (HGB).

O coordenador do Programa de Transplante Hepático do hospital, Sílvio Martins, afirmou que as atividades já foram retomadas. E se houver uma doação destinada aos pacientes do  hospital universitário, nós faremos o transplante. O reinício do ponto de vista prático, contudo, depende da captação de órgãos, via Rio Transplantes, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Ele informou que o Hospital do Fundão está concluindo o recadastramento dos pacientes que estão na fila à espera da cirurgia.

Antes da Operação Fura Fila, o hospital universitário registrava cerca de 600 pacientes que aguardavam um transplante de fígado. Mas nós esperamos reduzir esse número para, pelo menos, a metade da fila.

Como agora o novo critério define a gravidade do paciente, a gente já pode tirar vários pacientes da fila, disse o médico explicando que, anteriormente, a lista de espera era formada de acordo com a entrada cronológica do paciente.

O Hospital do Fundão não possui um banco de doadores para realização de transplantes. O estado possui uma central de captação de órgãos, o Rio Transplantes, responsável por realizar os procedimentos necessários de avaliação do doador e determinar o paciente que receberá o órgão e em qual hospital será feita a operação.

As cirurgias são pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com Martins, o custo de um transplante de fígado chega a R$ 60 mil.

O professor Silvio Martins assumiu a coordenação do Programa Transplante Hepático do Hospital do Fundão dez dias antes da suspensão de cirurgias de transplante na instituição.

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