O Hospital Sírio-Libanês passou a oferecer um serviço de acompanhamento geral da saúde do idoso, com foco no aumento da qualidade de vida e da prevenção de doenças comuns ao processo de envelhecimento. Com uma equipe multidisciplinar, o serviço terá como meta oferecer um diagnóstico mais refinado e opções de tratamento que consigam ir além do tradicionalmente indicado - a maior parte dos serviços do tipo oferecidos hoje por instituições privadas mantêm o foco no atendimento a curto prazo, realizando séries de check-ups anuais, por exemplo.

“Chega uma hora em que, sem muitas explicações, o idoso começa a ter medo de sair sozinho, passando a maior parte do dia dentro de casa. Não faz mais uma atividade doméstica que gostava, perde o interesse”, explica o Wilson Jacob Filho, diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e responsável pelo projeto do Sírio-Libanês. “Vista como conseqüência do envelhecimento, esse tipo de comportamento pode ser revertido”, afirma ele.

A preocupação do médico acontece porque, segundo pesquisas, é acima dos 65 anos que acontecem as maiores complicações de doenças crônicas malcuidadas. É também nessa faixa etária que as quedas ocorrem com mais freqüência. Dados da Pesquisa Sabe, estudo multidisciplinar que acompanhou as condições de saúde dos idosos da cidade de São Paulo, feito por especialistas da USP, mostrou que 80% deles têm dificuldade para realizar atividades do dia-a-dia e 78% têm pelo menos uma doença que precisa de tratamento com medicamentos.

Acompanhamento

“O objetivo de atendê-lo numa perspectiva multidisciplinar é mostrar que ele pode levantar da poltrona, pode caminhar na rua, assistir a um filme, sem que isso signifique que ele esteja mais jovem. Ele estará apenas aproveitando ao máximo a condição de sua própria idade”, complementa Jacob Filho.

Segundo ele, o acompanhamento do serviço será de médio e longo prazo, com vários retornos previstos para avaliação do geriatra, do fisioterapeuta, do fonoaudiólogo e do nutricionista - eventualmente até mesmo do psicólogo. Além disso, o médico especialista que já acompanha a saúde do paciente continuará com ele.

AE

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