Horário de verão termina neste fim de semana

Moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País devem atrasar os relógios em uma hora neste final de semana

iG São Paulo |

À meia-noite deste sábado, dia 19, acaba o horário de verão e os relógios devem ser atrasados em uma hora pelos moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País. O horário de verão começou no dia 17 de outubro de 2010 e tem como objetivo reduzir a demanda de energia elétrica nas regiões atingidas, principalmente entre as 18h e 20h.

Nos últimos dez anos, o horário de verão possibilitou a redução média de aproximadamente 5% na demanda por energia durante o horário de ponta. Isso significa que as usinas deixaram de gerar, no horário de maior carga, aproximadamente dois mil megawatts a cada ano.

Segundo dados preliminares do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o horário de verão deste ano resultou em uma redução de 4,4% na demanda de energia do horário de pico. No ano passado, a redução foi de 4,7%. A ONS informou que a economia da geração térmica evitada com a adoção do horário de verão foi estimada em R$ 30 milhões, o que traz como consequência a redução da tarifa de energia elétrica para o consumidor.

A redução total da demanda de energia no horário de pico foi de 2.376 megawatts, sendo 1.821 megawatts no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 555 megawatts no Subsistema Sul. No caso do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução equivale a aproximadamente 60% da carga no horário de ponta da cidade do Rio de Janeiro ou a duas vezes a carga no horário de ponta de Brasília. No Sul, representa 60% da carga no horário de ponta de Curitiba.

A redução total de energia foi de 0,5%, o que equivale a cerca de 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro e 10% do consumo mensal de Curitiba.

O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, avalia que as principais consequências da redução de demanda são o aumento da segurança e a diminuição dos custos de operação do Sistema Interligado Nacional.

O horário de verão está em vigor nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Divulgação
Horário de verão começou no dia 17 de outubro do ano passado

Adaptação ao novo horário

De acordo com Jacob Faintuch, clínico geral do Hospital das Clínicas, o ideal para preparar o organismo ao novo horário é manter uma boa qualidade do sono. “O fim do horário de verão é menos traumático que o inicio, já que a noite de sábado é a mais longa do ano e o corpo consegue descansar. Além disso, é mais fácil de acordar, já que tem mais luz nesse período”, explica o especialista.

Mesmo assim, é importante lembrar que será apenas uma noite longa, pois no domingo tudo volta ao normal. O especialista adverte que é bom evitar o consumo de café, chá preto, pó de guaraná e bebidas estimulantes, em geral, no final da tarde. “O desequilíbrio do organismo se dá nos cinco primeiros dias da mudança no relógio, após esse período e com os devidos cuidados tomados, o corpo se adapta de forma tranquila”.

Exercícios físicos muito extenuantes também devem ser evitados. “O ideal é praticar atividade física uma vez ao dia, no mínimo duas horas depois de acordar, e evitar a prática durante a noite”, observa, citando, ainda, outras atitudes que podem prejudicar o descanso, tais como se alimentar demais no jantar, ir dormir sem comer, tomar banho muito frio ou muito quente, e ler livros ou ver filmes muito estimulantes nas horas que antecedem o sono.

Jacob também adverte que a má qualidade do sono pode prejudicar o rendimento do indivíduo em suas atividades durante o dia. “O horário de verão não é o único fator que desequilibra o organismo. Novos turnos de trabalho ou viagens internacionais podem agir da mesma forma”, lembra. Para manter a saúde, esses cuidados devem ser constantes o ano todo.

A manutenção do sono, principalmente nos primeiros dias da alteração do horário, é fundamental para evitar complicações cardiovasculares. “Dificuldade de dormir ou de acordar podem predispor o paciente a problemas cardíacos. O infarto, por exemplo, costuma ocorrer algumas horas depois de acordar e, principalmente, na segunda-feira, dia que o estresse comumente aumenta”, diz Jacob Faintuch.

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