Horário de verão começa neste final de semana

Moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão adiantar relógios em uma hora na madrugada de sábado para domingo

iG São Paulo |

o PauloA partir de 0h deste domingo, os ponteiros dos relógios das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão ser adiantados em uma hora para o horário de verão, que vai até 20 de fevereiro. A mudança no horário deve gerar uma redução média de 0,5% no consumo total de energia do País. Isso corresponde a 174 megawatts/hora (MWh) nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e a 145 MWh na Região Sul. E equivale à energia consumida por uma cidade de 3,8 milhões de habitantes e de 1,1 milhão de habitantes, respectivamente.

A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira pelo secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner. Segundo ele, a economia de energia com a adoção do horário de verão será num percentual idêntico ao do ano passado.

Os cálculos do Ministério de Minas e Energia são de que as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul terão uma redução de energia de 5% no horário de pico, entre 19h e 21h, durante os cinco meses do horário de verão. No Sudeste e no Centro-Oeste, a diminuição esperada nos horários de pico é de 1.945 MWh e na região Sul a previsão é de que sejam consumidos menos 585 MWh. Esses números equivalem a 62% da energia consumida na cidade do Rio de Janeiro ou duas vezes o que gastam os moradores de Brasília e a 75% do que é consumido em Porto Alegre.

Este ano, ao contrário do que ocorreu em 2006, o início do horário de verão não será adiado por causa do segundo turno das eleições, no próximo dia 31 de outubro. Isso porque, de acordo com o secretário Ildo Grüdtner, as urnas eletrônicas agora estão programadas para fazer automaticamente a alteração no horário, e, assim, a realização do pleito não será afetada.

Alteração no sono

Ao mesmo tempo que os dias ficam mais longos, aumenta a dificuldade para acordar nos primeiros dias do horário de verão. No entanto, Flavio Alói, neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que a mudança do horário tem pouca interferência para o relógio biológico.

"As pessoas atribuem a sensação de mais cansaço ao acordar ao novo horário, sem considerar o estresse diário, a ingestão de café ou de álcool em excesso ou o sedentarismo", diz. "Acaba sendo só um disparador de que o ritmo do organismo não vai bem."

Para contornar os efeitos, ele sugere, além de mudança de hábitos, dormir progressivamente mais cedo. "Quem deita à meia-noite pode ir às 23h45, depois às 23h30, e assim até as 23 horas." Para as crianças, a alteração dos ponteiros é mais significativa só nos três primeiros dias. "Embora necessitem de horas de sono para o desenvolvimento, elas têm uma vida mais saudável e sem tantas preocupações", afirma Alói.

São Paulo

Para que os paulistanos aproveitem os dias mais longos, 17 parques da capital paulista fecharão uma hora mais tarde. O Parque da Independência, no Ipiranga, por exemplo, vai fechar às 21 horas. O Villa-Lobos, no Alto de Pinheiros; o Alfredo Volpi, no Morumbi; o Carmo, no Parque do Carmo; e o Piqueri, no Tatuapé, só fecharão às 19 horas.

*Com informações da Agência Estado e Agência Brasil

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