Homens da Força Nacional farão segurança no Acre e Piauí

Após quadrilha peruana invadir reserva indígena, governadores pediram reforço militar na região. Funai diz que, até o momento, não há indícios de confronto

iG São Paulo |

Os homens da Força Nacional reforçarão a segurança no Acre e Piauí, por determinaçãos do Ministério da Justiça. A portaria, assinada pelo ministro José Eduardo Cardozo, foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União. A ordem é que a tropa nacional fique no Acre por, no mínimo, dois meses e no Piauí por 30 dias. 

O envio da Força Nacional atende a pedidos dos governadores do Piauí, Wilson Martins, e do Acre, Tião Viana. No caso do Acre, a tropa será enviada para região rural de Alto Envira.  Na segunda-feira (8), uma equipe da Fundação Nacional do Índio (Funai) que atua na fronteira do Acre com o Peru distribuiu um alerta informando que a área estava cercada por traficantes peruanos armados que invadiram a base da Frente de Proteção Etnoambiental Envira, em Igarapé Xinane, no Acre.

Segundo Carlos Travassos, coordenador-geral de Índios Isolados e Recente Contato da Funai, no sábado foi encontrado um acampamento no outro lado do Igarapé, onde havia um colchão, sacos de açúcar, uma mochila com cascas de cartuchos roubados da base e um pedaço de flecha. As autoridades acreanas alegam ter dificuldade de monitorar e garantir a segurança no local onde foi preso, na semana passada, o narcotraficante português Joaquim António Custódio Fadista .

De acordo com a Funai, alguns militares da Força Nacional já estão na região da reserva. O órgão informou ainda que não há indícios de que houve confronto entre as quadrilhas e os indígenas, porém a situação exige atenção já que "há muitos índios na reserva".  A região fica próxima à fronteira do Brasil com o Peru, na Floresta Amazônica.

A expectativa, segundo as autoridades acreanas, é que a Força Nacional chegue totalmente à região até sexta-feira (19). No caso do Piauí, o período de 30 dias pode ser ampliado, segundo a portaria. A ideia é garantir a segurança enquanto os policiais militares do estado estão em greve.  Os militares piauienses pedem reajuste salarial e equiparação com os policiais civis. No total, 340 homens no Piauí aderiram à paralisação.

O Ministério da Justiça não divulgou detalhes da operação que será executada pela Força Nacional e o número de homens envolvidos. Segundo agentes, a ausência de detalhes é motivada por questões de segurança. Na segunda-feira (15), o governador se reuniu com autoridades na tentativa de encerrar o impasse.

*com Agência Brasil

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