Homenagens celebram centenário do nascimento de Bette Davis

ROMA, 2 ABR (ANSA) - O centenário de nascimento de Bette Davis, uma das maiores atrizes que Hollywood já teve, se aproxima e esperam-se diversas homenagens a esse mito do cinema. Diva caprichosa, um pouco venenosa, estrela feia, Bette nasceu em 5 de abril de 1908 como Ruth Elizabeth Davis. Ganhou duas vezes o Oscar de melhor atriz -- por Perigosa (1935) e Jezebel (1938) --, e há uma lenda que a aponta como a responsável por batizar a famosa estatueta de Oscar, nome de um de seus maridos. Ainda em vida, a atriz foi tema do hit dos anos 1980 Bette Davis Eyes, cantado por Kim Carnes.

Agência Ansa |

Nascida em Lowell de um pai inglês e uma mãe francesa, ela foi abandonada aos sete anos pelo pai, que a deixou sozinha com a mãe e a irmã. No colégio, a pequena Bette descobre a dança (ela irá estudar com a famosa bailarina Martha Graham) e o teatro. Decide, então, se inscrever em um curso de interpretação, mas não se adapta ao local devido à sua personalidade forte.

A segunda tentativa de atuar foi com a John Murray Anderson's Dramatic School, que ela paga trabalhando como garçonete e posando nua para uma escultora. Lucille Ball era uma das suas colegas de curso. Logo em seguida, estréia no circuito off-Broadway e ganha o prêmio de melhor atriz jovem do ano.

Mas Bette queria ser estrela de cinema. O produtor cinematográfico Samuel Goldwyn a achava "muito feia" para aparecer nas telas. Em 1931, no entanto, a Universal a contrata para ser a protagonista de "The Bad Sister"; no ano seguinte, quando assina com a Warner Brothers, ela ouve de David Warner: "Possuo o fascínio de o Gordo e o Magro, mas te contrato com pelo seu talento" -- Bette irá, então, se tornar a rainha das produções do estúdio.

O primeiro sucesso de Bette veio com "Escravos do Desejo", de 1934, em que interpreta uma garçonete que se apaixona por um estudante. Seu primeiro Oscar vem em 1936 por "Perigosa", do ano anterior.

Apesar de ser uma estrela, ela não consegue o cobiçado papel de Scarlett O'Hara, em "...E o Vento Levou", que ficará com Vivien Leigh. No entanto, ela se consola com um segundo Oscar por "Jezebel", dirigido por William Wyler, onde aparece com um vestido vermelho justo, chamando a atenção para o seu sex appeal.

Os anos 1940 são marcados por muitos sucessos e alguns fracassos: é a esposa infiel e assassina de "A Carta", depois uma astuta mulher do sul em "Pérfida", uma aristocrata feia que se torna bela em "Estranha Passageira".

No entanto, ela não suporta mais os estúdios e procura novos horizontes artísticos. Triunfa novamente no clássico de Joseph L. Mankiewicz "A Malvada" (1950), que lhe rende uma Palma de Ouro de melhor atriz no Festival de Cannes.

Nos anos seguintes, faz alguns filmes medianos e se dedica ao teatro, para depois se reuniur a outra diva da Época de Ouro de Hollywood, Joan Crawford, em "O que Terá Acontecido a Baby Jane?" (1962), de Robert Aldrich, em que interpreta com gosto uma ex-garota prodígio que, agora envelhecida, maltrata a sua irmã paralítica.

Nos anos 1960, consegue outro sucesso com o terror gótico "Com a maldade na Alma" (1964), também dirigido por Aldrich. Mas a partir dos anos 1970, Bette aparece principalmente na TV. 

Um de seus últimos filmes foi "Baleias de Agosto", de 1987, em que contracena com uma das maiores atrizes do cinema mudo, Lillian Gish.

A atriz deu o último suspiro em outubro de 1989, em Paris, pouco antes de ter recebido um prêmio especial do Festival de San Sebastián. (ANSA)

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