A polícia do Rio informou que o homem que provocou a explosão de uma granada artesanal em um baile funk na Favela de Antares, na zona oeste da cidade, na madrugada de hoje, foi morto como punição pelos próprios comparsas da quadrilha de traficantes locais. De acordo com a polícia, o corpo de Eduardo Campos da Silva, de 31 anos, foi encontrado na Estrada da Urucania, nos arredores da Favela de Antares, com marcas de tiros na cabeça e no peito, e com ferimentos nas pernas provavelmente provocados pelos estilhaços da granada.

O suspeito foi visto por várias testemunhas brincando com o artefato no salão. "Ele estava dançando no fim do baile com a granada nas mãos, por volta de 5 horas. O artefato teria caído acidentalmente e rolado até um grupo de pessoas e explodiu. Estamos investigando para confirmar a versão destas testemunhas", disse o delegado-titular da 36ª Delegacia de Polícia de Santa Cruz, Aguinaldo Ribeiro Silva. Ele já tinha uma passagem pela polícia por tráfico de entorpecentes.

A explosão deixou 13 feridos, cinco deles menores de idade. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, entre as vítimas, apenas Rafael Rodrigues Santos, de 19 anos, permanecia internado. As outras vítimas, entre elas duas mulheres e uma menor de 16 anos, foram atendidas com pequenos cortes provocados por estilhaços da granada, receberam curativos e foram liberadas.

O evento não era autorizado pela Subprefeitura de Santa Cruz ou pelo Comando do 27º Batalhão de Polícia Militar de Santa Cruz. A polícia acredita que o evento é financiado por traficantes locais. O Conselho Tutelar de Santa Cruz informou que aguarda o relatório do Hospital Pedro II, que atendeu a maioria das vítimas, para convocar os pais e pedir esclarecimentos sobre a presença dos menores no local em horário não permitido.

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