O mecânico Mateus Andrade dos Santos foi condenado hoje a cumprir 27 anos de prisão acusado de matar a tiros um agente penitenciário durante ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), em maio de 2006. De acordo com o Ministério Público, o réu foi contratado pelo PCC para matar Juvenal Della Colleta Junior em troca de uma dívida de R$ 6 mil que tinha com a facção por conta da apreensão, pela Polícia Militar, de um carregamento de drogas.

Essa versão, segundo o MP, foi dada pelo outro acusado do crime, Francisco de Assis Cicarelli dos Santos, que confessou o homicídio e deve ser julgado em setembro próximo.

A condenação foi decidida em sessão do Tribunal do Júri, realizada no fórum de Rio Preto. A defesa negou a autoria do crime, alegando que Santos não estava na cidade no dia do homicídio. No entanto, o júri composto por quatro homens e três mulheres foi convencido pelo MP e decidiu pela condenação por homicídio qualificado. Na noite do crime, 12 de maio de 2006, Juvenal fazia a guarda do prédio do Instituto Penal Agrícola (IPA), em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, quando foi baleado por dois homens num carro roubado.

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