Homem não percebe atropelamento e encontra corpo dentro do carro

SÃO PAULO ¿ O titular do 87º Distrito Policial (Vila Pereira Barreto), delegado Pietro Antônio Minichillo de Araújo, classificou, nesta terça-feira, como ¿único¿ o caso do comerciante que atropelou um homem e só se deu conta do acidente ao chegar em casa, ao perceber que a vítima estava morta no interior de seu veículo.

Redação |

Por volta das 6h20 do último sábado, Marcelo Reis Portácio, de 41 anos, trafegava pela Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na esquina com a Otaviano Alves de Lima, em Pirituba, zona oeste de São Paulo, quando uma pessoa apareceu na via. Segundo o delegado, o comerciante afirmou que tentou desviar, mas não conseguiu. É um caso sui generis (único no gênero), nunca vi nada do tipo, relatou.

Portácio relatou ter sentido um forte impacto na frente do veículo e estilhaços do vidro traseiro de seu carro, mas disse ter olhado pelo retrovisor externo e não ter visto ninguém. Ele não parou o Renault que dirigia, pois, segundo relatou à polícia, assaltos são bastante comuns na localidade e bandidos costumam jogar tijolos nos veículos para praticar abordar os motoristas.

Somente depois que chegou em casa, no condomínio América, ele percebeu, com o auxílio de um amigo chamado para ver os vidros quebrados, que havia um corpo no assoalho do carro, entre os bancos do motorista e o traseiro. Em seguida, Portácio acionou a polícia, que retirou o corpo da vítima. Havia marcas de sangue no local.

A hipótese mais provável, segundo a Secretaria de Segurança Pública, é que, depois do atropelamento, o corpo da vítima foi jogado por cima do veículo, chocando-se e rompendo o vidro traseiro, caindo dentro do automóvel. O vidro dianteiro ficou bastante danificado. É muito difícil acontecer algo assim, mas não é impossível, considerou Minichillo.

De acordo com o delegado, a vítima - ainda não foi identificada e com cerca de 30 anos - vestia roupas que podem caracterizá-la como um morador de rua. Ele informou que estão sendo feitas rondas na localidade do acidente para encontrar possíveis familiares do homem atropelado.

Ouvimos uma testemunha presencial que disse ter visto o momento do atropelamento e um casal que passava pela pista oposta da via e flagrou o acidente. Eles afirmaram não ter visto o corpo depois do impacto, informou o titular, adiantando que nenhuma possibilidade de investigação foi descartada.

Minichillo afirmou que vai contar com a ajuda de um perito especializado em física para tentar esclarecer o fato. Foi realizado um exame de teor alcoólico no comerciante. O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

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