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Hollywood parece imune à crise financeira

LOS ANGELES ¿ A atual crise financeira nos Estados Unidos parece não repercutir em Hollywood, que prevê o início da produção de mais de 40 filmes em meados de 2009, por mais que a sombra da greve ainda paire sobre este setor.

EFE |

Como adiantou esta semana a revista Variety, os grandes estúdios asseguraram centenas de milhões de dólares no financiamento de estréias previstas para 2010 e 2011, em que se destacam filmes esperados como "Avatar", de James Cameron, e "Homem de Ferro 2", de novo com Robert Downey Jr. como protagonista.

Uma dessas películas "em desenvolvimento" é a versão americana do filme espanhol "Corrente", cuja rodagem está prevista para o início de 2010, segundo disse uma fonte próxima à produção. "Atualmente está sendo escrito o roteiro, por isso não se decidiu quem será o diretor nem pensamos que atores participarão", assinalou Matthew Reese, assistente de Chris Bender, um dos produtores do filme.

Segundo Reese, ainda não se determinou onde se passarão as novas aventuras do policial corrupto. "É um dos pontos que mais debatemos, às vezes parece que há algo decidido, mas pode mudar a qualquer momento", disse.

Outros produções de grande expectativa desse período são "Edwin A. Salt", com Angelina Jolie; "Alice in Wonderland", de Tim Burton; "A-Team"; "RoboCop", de Darren Aronofsky; "Thor", de Kenneth Branagh; a sequência de "Sex and the City" e "Nottingham", a nova colaboração entre Ridley Scott e Russell Crowe.

Greve dos atores

A Variety sustenta que este movimento significa de fato "o fim da greve do sindicato de atores", uma greve que embora nunca tenha se oficializado fez que os estúdios não dessem sinal verde à multidão de projetos desde outubro de 2007.

A revista refere-se ao conflito entre estúdios, representados pela Aliança dos Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP, na sigla em inglês), e sindicatos, já que o Sindicato dos Atores (SAG, em inglês) ¿ organização sindical majoritária ¿, seguem sem assinar um novo contrato trabalhista que grupos minoritários aceitaram.

A AMPTP declarou que, a menos que houvesse uma mudança drástica na economia, aquela oferta seria intocável, como lembrou esta semana The Hollywood Reporter. Fontes do sindicato disseram à revista que a proposta manterá sua posição pelo menos até 18 de outubro, quando sua direção se reúne e deve decidir se autorizará uma votação a respeito de começo da greve.

O problema de fundo é quanto os atores receberão pela comercialização de DVDs e outros formatos surgidos com as novas tecnologias. "Quando existe a ameaça de uma greve, como já ocorreu em novembro com o sindicato de roteiristas, os estúdios se apressam e tentam concluir o mais rápido possível as produções que têm em mãos", disse Eduardo Martínez, economista da Corporação de Desenvolvimento Econômico do condado de Los Angeles.

"Mas os estúdios são multinacionais e se a situação econômica do país se alarga até Natal ou início do próximo ano, será duro para companhias como Sony ou Universal ser imune à crise dos créditos", acrescentou Martínez.

Todd Lindgren, vice-presidente de comunicações da empresa privada Film L.A., que autoriza as filmagens em Los Angeles, assegurou que Hollywood "historicamente sempre respirou otimismo por se antecipar a qualquer crise".

"As pessoas querem fugir da realidade e se afastar dos problemas reais, e daí é melhor que seja com todos esses filmes de grande orçamento que farão muito dinheiro em Los Angeles e darão trabalho a milhares de pessoas", concluiu.

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