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Hollywood faz advertências ante ameaça de greve de atores

LOS ANGELES ¿ A aliança de estúdios de Hollywood (AMPTP) advertiu para conseqüências devastadoras se os atores entrarem em greve em um momento de crise econômica, além de ter informado que não vai alterar a oferta sobre direitos por novas mídias que bloqueou o diálogo com o maior sindicato de atores.

AFP |

O SAG (Screen Actors Guild), que reúne 120 mil atores, "deve entender que uma greve seria economicamente devastadora para toda a indústria, incluindo seus próprios membros, assim como para a economia em geral", afirma uma carta divulgada no domingo pela AMPTP a 300 produtores afiliados.

"Uma greve do SAG neste colapso financeiro seria como jogar gasolina sobre um incêndio, e é espantoso que o SAG possa convocar uma votação de greve quando o resto do país está enfrentando uma crise financeira sem precedentes", insiste a longa carta da AMPTP.

O SAG anunciou sábado que pedirá a seus membros que autorizem uma greve, depois do fracasso das negociações com um mediador federal sobre um novo contrato coletivo com os estúdios e que provocou os temores de uma paralisação como a dos roteiristas no ano passado, que causou prejuízos superiores a mais de dois bilhões de dólares.

Apesar de o sindicato de atores não ter revelado os detalhes que levaram ao fracasso das negociações ¿ com um mediador federal e depois de quatro meses sem novidades ¿, a AMPTP ressaltou que não cederá no que diz respeito aos direitos por filmes e séries divulgados em novas mídias, como internet e celulares.

"Os estúdios continuarão comunicando energicamente sua posição fundamental: os outros seis convênios coletivos que os produtores (a AMPTP) assinaram este ano incluem ganhos econômicos significativos com novos direitos em novas mídias", afirma a nota, em uma referência aos acordos trabalhistas concluídos com roteiristas e diretores, entre outras categorias.

"A questão sobre novas mídias simplesmente não será abandonada neste momento porque sufocam nossa capacidade como indústria para competir neste novo mercado. A conclusão é clara: nenhuma autorização de greve ¿ nem nenhuma greve ¿ pode mudar estes fatos básicos", sentencia a aliança dos estúdios de cinema e televisão de Hollywood, em um comunicado no qual insistem no péssimo momento econômico que os Estados Unidos atravessam para convocar uma paralisação.

Um anos depois da paralisação dos roteiristas

As divergências entre o SAG e a AMPTP são cada vez mais radicais, como aconteceu com os roteiristas, na difusão de filmes, séries e programas de televisão na Internet e os direitos por vendas de DVDs.

Esta nova crise acontece no mesmo mês em que no ano passado os roteiristas de Hollywood iniciaram uma greve de 100 dias, com o saldo de mais de dois bilhões de dólares de prejuízo e o cancelamento da cerimônia do Globos de Ouro.

"Com a autorização prévia do Conselho Nacional de Diretores (do SAG), vamos lançar agora uma campanha de educação em grande escala para obter o apoio para uma autorização de greve", informou o sindicato dos atores no sábado.

A votação para uma eventual greve pode demorar mais de um mês e para ser aprovada precisa de mais de 75% de apoio, mas o SAG ainda não fixou datas para a consulta interna.

A consulta coincide com a proximidade do anúncio das indicações aos dois principais prêmios da indústria, Globo de Ouro e Oscar, que são celebrados em janeiro e fevereiro respectivamente, que no ano passado também aconteceram sob a sombra da greve de roteiristas.

Leia mais sobre: greve em Hollywood

 

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