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Hollywood dá ultimato para atores aceitarem convênio

Fernando Mexía Los Angeles (EUA.), 10 jul (EFE) - Os estúdios de Hollywood deram um ultimato aos atores para que aceitem sua oferta de convênio a fim de pressionar o sindicato majoritário a dar sinal verde ao documento na reunião que será realizada hoje.

EFE |

Os representantes da Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP, em inglês) condicionaram o pagamento integral dos salários recolhidos em sua proposta de contrato para os próximos três anos, no valor de US$ 250 milhões, a que ratifiquem o convênio em uma votação em um prazo que termina em 15 de agosto.

Caso contrário, as altas salariais entrariam em vigor na primeira folha de pagamento após a aprovação do futuro contrato, o que significa que os intérpretes deixariam de ganhar mais de US$ 10 milhões.

"Seguimos esperançosos de que aceitem nossa oferta final e de que os membros do sindicato aprovem o novo acordo para que essas melhoras econômicas possam entrar em vigor o mais rápido possível", afirma um comunicado da AMPTP.

A jogada da AMPTP procura forçar a desistência do Screen Actors Guild (SAG), o sindicato de atores mais importante em número de filiados nos Estados Unidos.

A central sindical se manteve isolada nas conversas com os estúdios depois que a American Federation of Television and Radio Artists (AFTRA), sindicato de atores de rádio e televisão, autorizou a assinatura do contrato.

Até o momento, o SAG rejeitou as condições propostas pela indústria, ao considerá-las insuficientes no que se refere ao montante recebido pelos atores pela comercialização de DVD e a distribuição de produções através de novas tecnologias.

O contrato de trabalho entre atores e produtoras expirou em 30 de junho, quando a AMPTP pôs à mesa o que qualificou de "última e melhor oferta" de convênio para o SAG, que decidiu adiar sua resposta às produtoras até hoje, em reunião que manterão a partir das 14h (18h de Brasília).

O SAG adiou sua decisão a fim de comprovar com quais apoios contava para esticar a negociação e tentar convocar uma greve de seus 120 mil filiados.

No entanto, para a decepção do sindicato, o convênio foi aprovado entre a AFTRA e a AMPTP.

Cerca de 62,4% dos membros da AFTRA respaldaram o acordo em um referendo que terminou em 8 de julho.

O voto afirmativo da maioria dos integrantes do sindicato foi um golpe para as aspirações do SAG, já que 44 mil de seus membros também são da AFTRA e o comitê de direção precisaria do apoio de 75% dos filiados para levar adiante uma convocação de greve.

O resultado dessa consulta mostrou que grande parte dos atores não deseja uma paralisação do setor, especialmente quando Hollywood ainda está se recuperando dos efeitos da greve dos roteiristas no final de 2007, o que gerou dúvidas a respeito da capacidade do SAG de defender os interesses coletivos.

O sindicato encontra-se agora em uma situação difícil, já que aceitar um convênio parecido com o que criticou com dureza seria inexplicável para milhares de seus filiados e é improvável que a AMPTP faça mais concessões, especialmente agora que o SAG não parece contar com o respaldo unânime dos atores.

No entanto, o SAG não parece disposto a dar seu braço a torcer e tudo indica que hoje proporá mais conversas com a AMPTP para conseguir um contrato que se ajuste às suas exigências. EFE fmx/ab/db

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