Hillary pede diálogo Israel-Síria e quer aproximar EUA e Turquia

ANCARA (Reuters) - A importância dos contatos indiretos de paz da Síria com Israel não pode ser exagerada, afirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, neste sábado. Os comentários de Hillary foram feitos em uma coletiva de imprensa durante breve visita a Ancara, quando foi perguntada sobre os possíveis planos de Washington de mandar um enviado de volta a Damasco.

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A secretária de Estado disse que os EUA ainda não tomaram uma decisão sobre o assunto. Washington retirou o seu embaixador do país e impôs sanções contra a Síria depois do assassinato do ex-primeiro ministro libanês, Rafik al-Hariri, em fevereiro de 2005.

Mas, agradecendo a mediação da Turquia entre Síria e Israel, Hillary disse: "A importância deste caminho, o esforço de paz, não pode ser exagerada. A Turquia teve papel muito importante."

A Turquia mediou negociações indiretas entre Israel e Síria e o ministro das Relações Exteriores turco, Ali Babacan, afirmou em coletiva de imprensa que o país está pronto para relançar as conversas se houver um pedido de ambos os lados.

A Síria formalmente suspendeu as negociações no ano passado, durante a invasão israelense à Faixa de Gaza, mas autoridades sírias não descartaram uma retomada, mesmo com a formação de um governo de direita em Israel.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está revendo a política norte-americana em relação à Síria, incluindo uma possível volta de um embaixador a Damasco. "Não decidimos sobre os próximos passos", disse Hillary.

Duas autoridades norte-americanas, entretanto, encontraram-se com o ministro das Relações Exteriores sírio, Walid al-Moualem, em Damasco, neste sábado, os primeiros funcionários dos EUA de alto escalão a visitarem o país desde janeiro de 2005.

Hillary afirmou que Obama visitará a Turquia, membro da Otan, no próximo mês. "Sua decisão foi tomada no final de ontem em Washington e estamos muito animados com a vinda do presidente à Turquia. A data exata será anunciada em breve", afirmou, acrescentando que a visita reflete o valor que os Estados Unidos deram aos seus laços com a predominantemente muçulmana nação.

(Reportagem de Sue Pleming)

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