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Hildebrando Pascoal é condenado a 18 anos de prisão pelo crime da motosserra

RIO BRANCO - O júri popular do Acre condenou nesta quarta-feira a 18 anos de prisão o ex-deputado e ex-coronel da Polícia Militar Hildebrando Pascoal Nogueira Neto por homicídio triplamente qualificado no caso do crime da motosserra. Após três dias de julgamento, os jurados consideraram que o acusado matou de maneira brutal o mecânico Agilson dos Santos Firmino, o Baiano, em julho de 1996, em vingança ao assassinato de seu irmão Itamar Pascoal.

Redação |


Sargento Alex, Adão Libório e Hildebrando Pascoal no banco dos réus/Divulgação

A vítima foi sequestrada, torturada e assassinada com requintes de crueldade entre os dias 1 e 2 de julho de 1996, em Rio Branco, conforme descreve o Ministério Público Estadual na peça processual, que soma 16 volumes e mais de 15 mil páginas.

O motivo

No dia 30 de junho, "Baiano" estava, junto com José Hugo, o homem que matou o irmão do ex-parlamentar, o sub-tenente da PM Itamar Pascoal, num posto da cidade, quando os dois se envolveram em uma discussão.

O juiz Leandro Leri Gross justificou a decisão pela "insensbilidade do acusado". Por esta razão, aplicou a pena de 15 anos com mais três como agravante pelo histórico do réu - motivo torpe e uso de crueldade sem dar chance de defesa à vítima. O advogado Sanderson Moura, que defendeu o ex-deputado, afirma que vai recorrer da decisão.

Os demais réus, Adão Libório de Albuquerque (primo de Hildebrando e fiscal da prefeitura de Rio Branco) e o sargento da PM Alex Fernandes Barros, foram absolvidos. Libório já está em liberdade, enquanto Barros permanece preso porque responde a outros processos.

Pedro Pascoal Bandeira, irmão de Hildebrando, será julgado duas vezes na próxima semana: também pela morte do mecânico Agilson Firmino e, em outro pela morte do filho dele, Wilder de Oliveira em setembro de 1996. Ele não participou deste julgamento por estar internado motivos de saúde, segundo atestado médico.

"Dono do Acre"

Hildebrando perdeu o mandato em setembro de 1999, após a CPI do Narcotráfico apontar ligações entre o então parlamentar e os grupos de extermínio na região. Ele está preso desde 1999 na Penitenciária Estadual de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves, em Rio Branco.

O ex-deputado é acusado de comandar o grupo que agiu no Acre entre 1995 e 1999, além de participar de crimes de tráfico de drogas, roubos de cargas e corrupção eleitoral. "Na época, Hildebrando mandava e desmandava no Acre", afirma o promotor Sammy Barbosa,  coordenador do Grupo de Combate ao Crime Organizado no Acre .

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