crime da motosserra e diz que é preso político - Brasil - iG" /

Hildebrando nega participação em crime da motosserra e diz que é preso político

RIO BRANCO - Em depoimento nesta terça-feira, o ex-deputado Hildebrando Pascoal negou ter sequestrado, torturado e matado o mecânico Agilson Firmino dos Santos, o ¿Baiano¿, em vingança contra a morte de seu irmão Itamar Pascoal, em 1996. Hildebrando foi interrogado na tarde desta terça-feira, no segundo dia do júri popular, que acontece em Rio Branco, no Acre.

Redação com Agência Estado |

O ex-parlamentar e ex-coronel da Polícia Militar é acusado de ter comandado entre as décadas de 80 e 90 um grupo batizado pela polícia de "esquadrão da morte".

Hildebrando Pascoal se diz perseguido. "Sou um preso político." Ele atribui a suposta perseguição ao desembargador Jercino Pacheco Nunes, ao procurador Luiz Francisco de Souza e ao ex-governador Jorge Viana.

Divulgação
O ex-deputado Hildebrando se defende nesta terça-feira no Acre

Segundo o ex-deputado, o autor do crime foi Alípio Ferreira, que está morto. O policial e ex-vereador, dono do galpão onde a vítima foi assassinada, era pessoa de confiança do ex-parlamentar.

O acusado voltou a adotar a estratégia de tentar desqualificar seus acusadores. "Eu tinha interesse no 'Baiano' vivo para saber onde estava o assassino do meu irmão", afirmou, referindo-se a José Hugo, o Mordido, que disparou contra Itamar Pascoal.

O julgamento, que começou nesta segunda-feira, foi interrompido por volta das 22 horas e retomado por volta das 9h30 desta terça. Durante a terça-feira, os três réus foram ouvidos. O julgamento deve ser retomado às 8h desta quarta e pode se estander até as 24h.

O Crime

Entre os dias 1 e 2 de julho de 1996, Baiano, ainda vivo, teve os olhos perfurados, braços, pernas e pênis amputados com uma motosserra, um prego na testa e o corpo cravado por balas. Para o Ministério Público Estadual, o crime foi uma vingança comandada pelo ex-deputado.

Hildebrando está preso desde 1999 por outros crimes e já foi condenado por dois assassinatos de testemunhas que prestaram depoimento nestes processos. Sua pena, somada, chega a 88 anos de prisão - dos quais, cumprirá no máximo 30.

Nesta segunda, no banco dos réus, ele enfrentou pela primeira vez a viúva de Baiano, Evanilda Lima de Oliveira, seus filhos Emanuele e Everson, e o bispo Dom Moacir Grecchi. Os quatro deram os mais contundentes depoimentos do júri. Ao todo, foram ouvidas 15 testemunhas (de acusação, de defesa e do juiz) no primeiro dia do julgamento.

Todas confirmaram, direta e indiretamente, a tese do Ministério Público Estadual de que nos primeiros dias de julho de 1996, Hildebrando Pascoal, seus familiares e policiais ligados a eles empreenderam uma "caçada" para encontrar e executar o assassino de seu irmão.

Hildebrando nega crime da motosserra

Leia também

Leia mais sobre: Hildebrando Pascoal

    Leia tudo sobre: acrecrimehildebrando pascoal

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG