Hezbollah censura extratos de O Diário de Anne Frank

Trechos do livro O Diário de Anne Frank foram censurados num manual escolar utilizado numa escola privada de língua inglesa de Beirute, por intervenção do Hezbollah, que denunciou uma promoção do sionismo.

AFP |

O canal de televisão do Hezbollah, Al-Manar, denunciou a obra considerando que destacava a perseguição de judeus.

"O que é mais perigoso é o estilo carregado de emoção, dramático e teatral" do livro, havia estimado o canal em reportagem divulgada na semana passada.

O Hezbollah se perguntava por quanto tempo ainda o Líbano "permanecerá uma arena aberta à invasão sionista da educação".

Um dos membros do conselho de administração da escola contou à AFP que o estabelecimento decidiu abandonar o manual em questão, em seguida à polêmica. E pediu para que a escola não fosse identificada.

O partido islamita xiita apreendeu mês passado um outro manual escolar utilizado numa escola privada famosa de Beirute e no qual o Hezbollah e o movimento islamita palestino Hamas são qualificados de organizações terroristas.

Anne Frank era uma menina judia que, enquanto se escondia das forças nazistas que revistavam o bairro onde vivia, escreveu um diário: durante dois longos anos, encheu de anotações vários cadernos. Até o final desse período, Anne reescreveu seus textos com a intenção de publicar um livro assim que a guerra terminasse.

Em 1947, Otto Frank publica os diários de sua filha desaparecida, O Diário de Anne Frank que se converteu num dos livros mais lidos do mundo.

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