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Heráclito pedirá expulsão de vice gaúcho do DEM

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) apresentará amanhã, à Executiva Nacional do DEM, pedido de expulsão do vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó, que usou gravações de conversas suas com autoridades do governo para fundamentar denúncia de corrupção na administração estadual. Feijó foi chamado a Brasília hoje pelo presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), para dar explicações sobre o episódio que provocou uma crise ética no governo local e abalos na aliança nacional com o PSDB da governadora gaúcha Yeda Crusius.

Agência Estado |

Foram duas horas de conversa reservada, testemunhada apenas pelo presidente do DEM gaúcho, deputado Onyx Lorenzoni (RS), e pouco resultado concreto. Maia condenou "o método equivocado" do vice, que acabou fortalecendo os adversários, do PT gaúcho, e prejudicando o projeto político da aliança com o PSDB e o discurso nacional dos democratas contra os grampos telefônicos e dossiês do governo Lula para intimidar a oposição. Mas, ao final, deu sinais de que o pedido de expulsão não irá adiante. Admitiu até que, por ele, o assunto estaria encerrado ali, e nem seria levado à Executiva.

Feijó, por sua vez, saiu do encontro dizendo que não se arrepende "de forma alguma" do que fez. Ele insistiu que seu objetivo jamais foi o de prejudicar a governadora Yeda. "Eu a considero séria, sempre considerei, continuo considerando, e entendo que ela tem pontos positivos, como o ajuste fiscal no governo", destacou o vice, que vive às turras com Yeda desde o início do governo. Em seguida, porém, deixou claro que poderá repetir o "método" criticado pela direção partidária, "desde que houver indício de irregularidade".

Informado das declarações do vice gaúcho, o senador Heráclito afirmou que a Executiva Nacional terá de analisar o fato, até porque o assunto está na pauta da reunião. "Não tem como não examinar o caso. A Executiva pode até me derrotar, mas não pode fingir que o episódio não aconteceu", completou o senador, insistindo que não abre mão de apresentar o pedido de expulsão ao conselho de ética do partido.

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