Acusado de ligações com o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, e citado nos grampos telefônicos da Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF), o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) pediu nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso à íntegra do inquérito. O pedido será analisado pelo presidente da Corte, o ministro Gilmar Mendes. O senador quer identificar todas as citações a seu nome.

No pedido, anexado ao habeas-corpus que livrou Dantas da prisão, os advogados do senador reclamaram do vazamento das informações, em especial dos trechos que tratam de Heráclito Fortes. "O que importa dizer é que o nome do requerente foi exposto de forma ilegal, precipitada e irresponsável, procurando levar a sociedade a crer tratar-se, o parlamentar, de integrante de uma organização criminosa, sem que o mesmo nada possa alegar em sua defesa por não ter merecido o mesmo privilégio dedicado à imprensa pelas autoridades policiais", disseram os advogados.

O nome de Heráclito aparece em pelo menos dois momentos: em uma conversa grampeada com Guilherme Henrique Sodré Martins, apontado como lobista do grupo, e no suposto organograma da organização, na parte referente a "agentes públicos". O senador é amigo pessoal do vice-presidente do Opportunity, Carlos Rodemburg, que também teve a prisão temporária decretada pelo juiz da 6ª Vara Criminal de São Paulo, Fausto Martin De Sanctis.

Na semana passada, o parlamentar ocupou a tribuna do Senado para negar a ligação com as operações investigadas pela PF. "Vou responder e rebater a toda insinuação. Faz menos mal dizer que sou amigo de Dantas do que ser amigo de Waldomiro Diniz e dos aloprados", afirmou Heráclito Fortes.

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