Heráclito defende que Senado tenha até 15 diretorias

Dois dias depois de divulgar estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de reforma administrativa do Senado, o primeiro-secretário da Casa, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), afirmou hoje que a estrutura da Casa não poderá ficar apenas com sete diretorias. Heráclito defendeu a permanência de dez a 15 diretorias na nova estrutura que deverá ser implantada no Senado daqui a dois meses.

Agência Estado |

No estudo, a FGV detectou a existência de 110 diretorias na Casa - a cúpula do Senado chegou a divulgar a existência de 181 diretores.

"Acho difícil ficar sete diretorias, até pela estrutura passada da Casa. Em 1991 tinha 15 diretorias", afirmou Heráclito. Ele lembrou que, de lá para cá, vários órgãos foram criados, como a TV Senado. Segundo o primeiro-secretário, o estudo da FGV tem pontos positivos e outros que precisam ser corrigidos. Heráclito disse que os salários dos funcionários que perderem o cargo de direção serão cortados.

A proposta da FGV propõe a redução dos cargos de direção, mas mantém em sua maioria os mesmos salários e gratificações para seus atuais ocupantes. "Não adianta acabar com os cargos e manter os salários. Temos de fazer economia, ter uma máquina enxuta. Os ex-diretores vão perder, sim, a gratificação", afirmou. O primeiro secretário explicou que todo o trabalho da FGV, incluindo uma segunda etapa de reformulação dos cargos em comissão e de elaboração de um plano de cargos e salários para os funcionários de carreira do Senado, custará R$ 250 mil.

Apresentada na terça-feira, a proposta da FGV prevê que os cargos com a denominação de diretor serão drasticamente reduzidos: serão somente sete, contra 41 que, hoje, efetivamente exercem a função de direção. No entanto, o estudo mantém a maioria dos cargos restantes, que não será extinta, e terá apenas o nome alterado.

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