Heráclito anuncia redução de diretorias e corte de 40% dos gastos

BRASÍLIA - O primeiro-secretario do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), anunciou nesta terça-feira uma redução no número de diretorias da Casa e o corte de 40% nos gastos. De acordo com ele, as atuais 38 diretorias vão ser transformadas em nove departamentos. Em relação aos cortes, o senador não soube especificar que tipos de medidas vão ser adotadas para que seja feita a redução.

Severino Motta, repórter em Brasília |

O número de diretorias vai ficar reduzido a sete e mais duas outras funções tradicionais que é procuradoria e controle interno, portanto, vamos ficar em nove diretorias, e reduções de custos que chegarão a 40%, disse.

Agência Brasil
Sarney e Heraclito Fortes durante reunião com o diretor da FGV, Bianor Cavalcanti

Ele ainda destacou que parte das medidas foram sugeridas pelo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que vai tentar incorporar outras propostas, feitas pelo servidores do Senado, em seu relatório. Na proposta inicial, apresentada há cerca de um mês pela FGV, as diretorias seriam diminuidas para sete. A implementação das ações anunciadas por Heráclito devem ter inicio em 20 dias.

Segundo a Diretoria-Geral do Senado, a Casa conta com 3,3 mil funcionários concursados, 2,8 mil comissionados e 3,5 mil terceirizados, chegando a um total de 9,7 mil servidores. A expectativa é que para a redução de gastos é que 30% dos terceirizados sejam dispensados e os cargos comissionados tenham redução de proventos, mas o tema ainda está em discussão pela Mesa Diretora da Casa.

De acordo o diretor da FGV, professor Bianor Cavalcanti, o Senado deve cortar cerca de 2.400 funcionários entre comissionados e terceirizados. "Vamos cortar o mais rápido possível, mas não será feito imediatamente. Isso será feito à medida em que os contratos de prestação de serviços forem sendo revistos."

Nepotismo

Heráclito ainda disse que sendo comprovados os casos de nepotismo apontados em matéria do jornal Folha de S. Paulo, os servidores vão ser demitidos.

Cada um (senador) responda, a matéria traz nomes, então cada um responda. Se tiver alguma irregularidade, as providências serão tomadas. Pelo menos a demissão dos servidores se o caso for concreto.

Heráclito ainda falou sobre a contratação de uma sobrinha-neta. Ele destacou que a súmula contra o nepotismo não proíbe tal contratação, por isso ela foi feita. A matéria, pelo menos no que se diz respeito a uma sobrinha-neta minha, a Folha esqueceu de ver que não abrange o nepotismo, disse.

De acordo com o jornal, onze meses após o Supremo Tribunal Federal proibir o nepotismo na administração pública, o empreguismo de parentes continua no Senado. Em cinco gabinetes foram encontrados exemplos em que, pelo entendimento do Supremo, a regra é desrespeitada. Entre eles os dos senadores Almeida Lima (PMDB-SE), Gilvam Borges (PMDB-AP), Marconi Perillo (PSDB-GO), Fernando Collor (PTB-AL), e ACM Junior (DEM-BA).

(com informações da Agência Estado)

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