Helmet levanta público no encerramento do SP Noise

Junte veteranos consagrados, alguns grupos do cenário nacional e adicione alguns novos nomes de destaque. A fórmula foi a regra da primeira edição do SP Noise, o último festival de rock em São Paulo neste ano.

Agência Estado |

O braço paulista do Goiânia Noise aconteceu no Eazy Club (antiga Broadway) na sexta-feira, quando o Black Mountain foi a grande atração, e sábado, dia reservado para os velhos de estrada do Vaselines e os novatos do Black Lips. A escalação do último dia ainda contava com os americanos do Calumet Hecla, os chilenos do The Ganjas e os brasileiros do Homiepie e Do Amor. A adição do Helmet, confirmada apenas três dias antes, tornou o encerramento do festival programa obrigatório para os paulistanos.

Primeiro grande nome a se apresentar no sábado, o Black Lips, com o seu autodenominado flower punk, foi a única entre as três grandes atrações do dia a tocar no palco menor da casa. Com quase uma hora de atraso - o que ajudou o público que ainda chegava ao local -, o grupo apresentou seu rock simplista e direto, provando que seu lado hippie está mais no discurso e roupas do que no som. Apesar da fama de shows escandalosos, com direito a nudez e escatologia, o Black Lips se comportou em São Paulo.

Mal havia terminado a apresentação do Black Lips, Page Hamilton, o homem por trás do Helmet, já se posicionava no lado direito do palco principal. Esbanjando simpatia, o líder do grupo atendeu pedidos de músicas, não deixou de fora nenhum clássico dos anos 90 e ainda arranjou um tempo para homenagear de Led Zeppelin a Tom Jobim. Mesmo sendo a atração de última hora, boa parte do público parecia estar ali somente para ver o Helmet, que conseguiu levar o maior número de pessoas para frente do palco. Hamilton não escondia sua alegria de voltar a tocar em São Paulo. Ele tocou no bis dois de seus maiores hits, Just Another Victim e Unsung . E enquanto os equipamentos eram desmontados, Hamilton distribuiu abraços e apertos de mão para quem conseguia encontrar.

Se o som funcionou de maneira perfeita com o Helmet, mesma sorte não tiveram os escoceses do Vaselines, até então a grande atração da noite. Com um público bem menor, a banda querida de Kurt Cobain demorou a se acertar com a aparelhagem - Eugene Kelly chegou a tomar um choque com o microfone ainda na passagem de som. Com os problemas razoavelmente resolvidos, o grupo tocou sua mistura melódica de folk e punk. Destaque para a guitarrista Frances McKee, substituta de Hamilton na missão de entreter os fãs saudosistas, que estavam ali para ouvir músicas como Molly’s Lips e Jesus Wants me for a Sunbeam , ambas gravadas pelo Nirvana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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