Helena Ignez, musa de Glauber e Sganzerla, tem mostra gratuita no CineSesc

SÃO PAULO ¿ Musa do cinema nacional, Helena Ignez, atriz de ¿O bandido da luz vermelha¿, clássico do Cinema Marginal, ex-esposa de Glauber Rocha e Rogério Sganzerla, está na mostra gratuita ¿A Mulher do Bandido¿, no CineSesc desde segunda-feira.

Redação |

Ignez roubou corações no cinema brasileiro. Atuou em importantes obras desde a década de 60 até hoje. Iniciou sua carreira no primeiro filme de Glauber Rocha, seu primeiro marido, e desviou-se do Cinema Novo para o Cinema Marginal (cinema experimental de baixo orçamento do final década de 60 e início dos anos 70).

Neste período, se casou com o diretor Rogério Sganzerla. Dentre os filmes mais reconhecidos, atuou em O bandido da luz vermelha, Copacabana Mon Amour e O Signo do Caos, último filme de Sganzerla, lançado em 2003, pouco antes de sua morte.

Helena Ignez e o bandido (Paulo Vilaça), em

Helena Ignez e o bandido (Paulo Vilaça), em "O bandido da Luz Vermelha" / Divulgação

Helena e Sganzerla também foram responsáveis pelo filme Nem Tudo é Verdade, que inspirou a sequência de mostras de documentários de mesmo nome. A obra, de 1986, revela a obsessão de Sganzerla pelo cineasta americano Orson Welles, diretor que produziu Cidadão Kane com 25 anos de idade. O filme retrata a visita do cineasta americano ao Brasil em 1942 com linguagem que funde ficção e documentário. Orson Welles é representado pelo músico da chamada vanguarda paulista e responsável pelo clássico Clara Crocodilo, Arrigo Barnabé.

A atriz também participou de produções fora do eixo marginal. Atuou em O assalto ao trem pagador, grande produção para a época, 1962, que contou com Grande Otelo e Reginaldo Farias e direção de Roberto Farias.

Todos estes filmes estão em cartaz, conforme programação abaixo.

Mostra "A Mulher do Bandido"
Cinesesc (Rua Augusta, 2075)
Telefone: (11) 3087-0500
Gratuito

Projeções em 35 mm

Terça-feira (15/07)
15h - "A Grande Feira", (1961), de Roberto Pires. 94 min.
17h - "O Padre e a Moça" (1966), de Joaquim P. de Andrade. 94 min.
19h - "Cara a Cara" (1967), de Julio Bressane. 80 min.
21h - "O Bandido da Luz Vermelha" (1968), de - Rogério Sganzerla. 92 min.

Quarta-feira (16/07)
15h - "Perigo Negro" (1992), de Rogério Sganzerla. 27 min. / "Barão Olavo, o horrível" (1970), de Julio Bressane. 70 min.
17h - "Nem Tudo é Verdade" , de Rogério Sganzerla. min.1985
19h - "São Jerônimo" (1998), de Julio Bressane. 79 min
21h - "Os Monstros de Babaloo" (1970), de Elyseu Visconti. 120 min.

Quinta-feira (17/07)
15h - "O Assalto ao Trem Pagador" (1962), de Roberto Farias. 103 min.
17h - "O Signo do Caos"  (2003), de Rogério Sganzerla. 80 min.
19h - "Copacabana Mon Amour" (1970), de Rogério Sganzerla. 96 min.
21h "Almas Passantes" (2008), de Ilana Feldman e Cléber Eduardo. 35 mm / "A Mulher de Todos" (1969), de Rogério Sganzerla. 87 min.

Projeções em DVD (Auditório)

Terça-feira (15/07)
16h - "O Pátio" (1959), de Glauber Rocha. 11 min. / "Perdi a Cabeça na Linha do Trem" (1992), de Estevão C. Pantoja. 14 min. / "Helena Zero" (2006), de Joel Pizzini. 34 min. 
18h - "Cuidado, Madame" (1970), de Julio Bressane. 70 min. / "Elogio da Luz" (2004), de Joel Pizzini e Paloma Rocha. 54 min. 

Quinta-feira (17/07)
16h - "B2" (2001), de Rogério Sganzerla e Sylvio Renoldi. 11 min. / "A Miss e o Dinossauro 2005" (2005), de Helena Ignez. 18 min. / "Reinvenção da Rua" (2003), de Helena Ignez. 27 min. / "Ondas" - (1986), de Ninho Moraes. 12 min.
18h - "Sem Essa, Aranha" (1970), de Rogério Sganzerla. 96 min.
20h - "O Grito da Terra" (1964), de Olney São Paulo. 83 min.

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