BRASÍLIA - O delegado Protógenes Queiroz se ofereceu, nesta quarta-feira, em depoimento à CPI dos Grampos, a ir até aos Estado Unidos ajudar na análise de dados contidos nos computadores do sócio-fundador do Oppotunity, Daniel Dantas, apreendidos pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

A Justiça Brasileira pediu ajuda a uma empresa norte-americana para quebrar as senhas que bloqueiam o acesso às informações contidas nos computadores. Mas, até o momento, os discos rígidos não foram abertos.

Apesar de não ter acessado os discos, Protógenes acredita que neles há material comprometedor envolvendo pessoas desta República. Estou à disposição para ir aos EUA acompanhar esta CPI, acompanhar os trabalhos de discriptografia dos discos rígidos que lá estão. Posso afirmar que o banqueiro criminoso Daniel Dantas mantém dados pormenorizados e talvez até de hábitos de muitas pessoas nessa República, disse.

Protógenes também acredita que Daniel Dantas use essas supostas informações para manipular outras pessoas. Com certeza ele não guardaria uma quantidade sem ter ali uma importância que lhe assegurasse a manter algumas pessoas sob o seu comando ou sua gerência, afirmou.

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