HC ainda interna paciente no corredor

Apesar das medidas anunciadas há quase um ano para desafogar o pronto-socorro, a área de emergência do Instituto Central do Hospital das Clínicas de São Paulo ainda continua com os corredores lotados com macas. Os pacientes ficam em observação lado a lado, sem nenhum tipo de privacidade - e sem espaço para que os profissionais de saúde prestem atendimento mais humanizado.

Agência Estado |

Em visitas na última semana, o Estado contou pelo menos 40 macas nos corredores. Todos os espaços vazios, inclusive áreas na frente de elevadores, eram aproveitados na apertada e escura área do PS.

As medidas, porém, conseguiram reduzir em 41,7% o atendimento global da unidade, principalmente de casos considerados mais simples, segundo a superintendência. Em agosto do ano passado, o governo anunciou que esses casos não seriam mais atendidos espontaneamente no local e que o hospital só aceitaria doentes enviados por outras unidades de saúde, além das emergências de sua área de abrangência, isso para melhorar a assistência aos pacientes graves.

Segundo dados oficiais do maior hospital da América Latina, ligado ao governo do Estado de São Paulo, houve queda acentuada da assistência aos casos simples, de pessoas com problemas como dor nas costas e de garganta, por exemplo, que iam indevidamente ao PS depois de não conseguir o atendimento em outras unidades. De um total de cerca de 635 atendimentos diários registrados em maio do ano passado, o PS tem hoje 370 casos todos os dias, o que indicaria sucesso da estratégia de encaminhamento dos doentes para o pronto-atendimento da prefeitura, a rede de AMAs, e os postos de saúde, segundo explicou o superintendente do hospital, José Manoel de Camargo Teixeira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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