Havia sangue de Isabella no carro do pai, diz TV

SÃO PAULO - Reportagem do Jornal Nacional exibida na noite desta sexta-feira, 18, dá detalhes dos resultados dos três laudos realizados pela perícia e revela a seqüência de fatos que teria levado à morte a menina Isabella Nardoni no dia 29 de março. De acordo com a reportagem, teria sido Alexandre quem jogou Isabella do sexto andar do prédio e havia manchas de sangue da garota no carro do pai.

Redação |


Agência Estado
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Polícia decidiu indiciar casal nesta sexta 
Segundo a reportagem, foram realizados três laudos para a conclusão da causa da morte de Isabella. Os peritos teriam analisado as imagens do prédio em frente, que registra o horário da entrada do ford Ka, que pertence a Alexandre Nardoni no edifício onde moram. Um segundo laudo, realizado pelo Instuto Médico Legal (IML), realizou a autópsia do corpo da menina - é laudo que aponta politraumatismo a causa da morte, quadro agravado pela asfixia que Isabella sofreu dentro do apartamento. Uma terceira análise revelou os vestígios deixados na cena do crime.

De acordo com o Jornal Nacional, os laudos indicam que foi Alexandre Nardoni quem jogou a filha do sexto andar do prédio. No carro da família foram encontradas manchas de sangue de Isabella no banco, no assoalho e no chão, além de vestígios na cadeirinha de bebê.

Isabella teria sido levada enrolada em uma fralda até o apartamento. A distância entre os pingos de sangue encontradas no corredor e dentro do apartamento teriam distância de cerca de 1,20 metro, compatíveis com os passos do pai.

No apartamento, o sangue da menina teria sido limpado com uma toalha. A perícia também teria concluído que as marcas de esganadura encontradas no pescoço da menina seriam compatíveis com as mãos da madrasta. Os laudos teriam sido assinados por quatro peritos e entregues na tarde desta sexta-feira ao delegado Calixto Calil Filho, do 9º Distrito Policial, que investiga o caso.

De acordo com a reportagem do Jornal da Globo, a polícia tinha informações sobre manchas de sangue no carro da família que preferiu esconder até hoje, dia em que o pai e a madrasta foram depor. Foi uma maneira de confundir a defesa do casal.

Indiciamento

O delegado Aldo Galeano, do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), afirmou na tarde desta sexta-feira que a polícia decidiu indiciar Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pela morte de Isabella Nardoni. Em entrevista na porta da delegacia, Galeano afirmou que "o casal foi indiciado por homicídio, artigo 121. O caso está praticamento solucionado".

A madrasta de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá, foi interrogada na noite desta sexta-feira pelos delegados Calixto Calil e Renata Pontes no 9º DP, no carandiru, zona norte de São Paulo, e durou mais de quatro horas. O interrogatório de seu marido, Alexandre Nardoni, durou cerca de oito horas.

Segurança reforçada

A chegada de Alexandre e Anna Carolina Jatobá à delegacia foi bastante tumultuada e sob forte esquema de segurança. Os dois chegaram em uma viatura da polícia e a madrasta de Isabella chorava. (veja vídeo abaixo) 

  • Em cartas ( veja a íntegra aqui ), divulgadas no dia 3 de abril, o casal afirmou ser inocente. Nesta sexta-feira, o advogado de defesa da família Nardoni, Ricardo Martins, pediu mais uma vez para que não se faça prejulgamento. "Só tenho uma coisa a dizer, não julguem para que não sejam julgados. É um absurdo ter que contratar seguranças para que a casa não seja invadida", enfatizou Martins, acrescentando que a situação é humilhante e desesperadora para a família. 

    Rua fechada

    AE
    Na delegacia, a rua está fechada para o tráfego de veículos e grades foram colocadas para que a multidão e jornalistas fiquem longe da porta de entrada do distrito. No local, em que está a imprensa, tendas e quatro banheiros químicos foram instalados.

    No momento em que o casal chegou à delegacia, as pessoas que se aglomeravam no local pediram por justiça. Anna Carolina chorava muito quando deixou a viatura da polícia que levou o casal ao distrito.

    Segundo informações do supervisor do Grupo de Operações Especiais (GOE), Luís Antônio Pinheiro, o esquema foi montado para garantir o trabalho da imprensa e a segurança dos moradores da região. "O trânsito local é permitido", afirmou Pinheiro.

    A operação de segurança no 9º DP conta com 11 viaturas do GOE, 16 policiais do GOE e 15 da Polícia Militar (PM), além de voluntários.

    O caso

    AE
    Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

    No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

    O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

    O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".


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