Hartung: denúncia pode ajudar a reestruturar Judiciário

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, disse hoje que os desdobramentos da Operação Naufrágio - que pôs na cadeia o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado, desembargador Frederico Guilherme Pimentel, desembargadores, juiz e outras pessoas - serão importantes do ponto de vista ético e econômico. A crise do Judiciário é uma grande oportunidade para a reestruturação da instituição.

Agência Estado |

Um Estado que organiza suas instituições com base em valores da democracia e da República se torna mais competitivo no contexto da Federação."

O governador se encontra hoje com o ministro da Justiça, Tarso Genro, com quem vem conversando diariamente desde que a operação foi deflagrada na semana passada pela Polícia Federal (PF). Hartung afirmou que os capixabas apóiam "com entusiasmo" a operação e que desde 2003, quando assumiu o governo, o Estado vive uma "limpeza" em suas instituições. "Até então, tínhamos ficado quase uma década à deriva, mergulhados em desvio de conduta nas instituições. Agora, esta operação vai permitir uma reoxigenação do Poder Judiciário."

Para ele, entre as medidas que poderão ajudar na reestruturação do Judiciário estão a decisão de trazer uma instituição externa para controlar o novo concurso de juízes e a supervisão nas varas onde têm denúncias de processos paralisados - um deles referente ao coronel Ferreira, da Polícia Militar (PM), acusado de diversos crimes. Hartung citou também a abertura de processo contra o juiz Frederico Pimentel Filho e contra todas as pessoas envolvidas nas denúncias.

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