Hans-Thies Lehmann participa de encontro sobre teatro em São Paulo

SÃO PAULO ¿ O alemão Hans-Thies Lehmann é sem dúvida um dos mais importantes pensadores da cena teatral contemporânea. Ele cunhou o termo teatro pós-dramático em sua obra de mesmo título, lançada na Alemanha em 1999, editada no Brasil em 2007 pela Cosac Naify, objeto de estudo em universidades e entre grupos teatrais, tido como leitura obrigatória por pesquisadores e criadores.

Agência Estado |

Divulgação

O alemão Hans-Thies Lehmann

Pois esse pesquisador e professor da Universidade de Frankfurt está no Brasil para participar da 7ª edição do "Próximo Ato", Encontro Internacional de Teatro Contemporâneo, realizado pelo Itaú Cultural.

Na sexta-feira, às 19h30, ele lança no País seu livro "Escritura Política no Texto Teatral" (Editora Perspectiva) e, em seguida, discute em debate aberto ao público o tema Formas de Convívio: Políticas da Subjetividade. "O que é teatro político? Estamos diante de uma questão de múltipla escolha? Qual é o critério que afere ao teatro a categoria de politizado, apolítico, despolitizado, engajado? Essas perguntas, formuladas por Lehmann, são analisadas em seu livro através de ensaios sobre Sófocles, Shakespeare, Kleist, Büchner, Jahnn, Bataille, Brecht, Benjamin, Müller e Schleef, e virão à baila no debate.

No sábado, às 15h, outro pensador de grande envergadura da cena, o filósofo Paulo Arantes, vai dividir a mesa de debate com Lehmann para falar sobre o tema Formas de Convívio: Pós-Desmanche, Pós-Dramático - O Mundo das Coabitações Precárias. O francês Nicolas Bourriad abre hoje a programação de debates, às 19h30, e lança dois livros, "Estética Relacional" e "Pós-Produção - Como a Arte Reprograma o Mundo Contemporâneo", editados pela Martins Fontes.

Com curadoria de Antonio Araújo, diretor do Teatro da Vertigem, José Fernando Azevedo, do Teatro de Narradores e Maria Tendlau, do Coletivo Bruto, o evento reúne, de hoje até o dia 7, outros prestigiados pensadores nacionais e internacionais como o crítico e ensaísta Bourriad; o espanhol Óscar Cornago, doutor em filosofia e letras e pesquisador do teatro contemporâneo; o psicanalista argentino Eduardo Losicer e a teórica da performance Eleonora Fabião, do Rio.

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