O ministro da Educação, Fernando Haddad, classificou como um soluço indesejável, na série histórica a queda de 0. 1% nas taxas de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais no País, revelados pela Pesquisa Nacional de Amostra por de Domicílios (PNAD).

Os números, divulgados ontem pelo IBGE, mostram que o percentual de analfabetos passou de 10,1% para 10%. O desempenho destoa dos indicadores alcançados ao longo dos últimos anos, quando foram registradas quedas anuais das taxas de 0,2% e, 0,4%, Haddad admitiu que, caso o comportamento seja repetido no futuro, dificilmente o Brasil vai cumprir o compromisso assumido com a Unesco de reduzir, até 2015, as taxas de analfabetismo para 6,5%.

Inconformado com números, Haddad pediu a técnicos do IBGE uma revisão dos indicadores referentes à população com 25 anos ou mais. A edição deste ano da PNAD revela um crescimento de 1% da taxa de analfabetismo entre 2007 e 2008. Um número que Haddad considera "pouco crível." A pesquisa encontrou 140 mil analfabetos a mais em 2008, quando comparado com 2007. A maior parte - 100 mil - na Região Sudeste.

"Não é razoável acreditar que de um ano para o outro tenha aumentado o número de analfabetos." Ele argumenta que, até por razões demográficas, o número de analfabetos com mais de 25 anos deveria ter caído. Para o ministro, a diferença pode ter sido fruto de uma eventual mudança metodológica . Ele argumenta, por fim, que em outras faixas etárias o desempenho foi bastante positivo. "Essa questão precisa ser melhor esclarecida', completou.

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