O ministro da Educação, Fernando Haddad, é a terceira opção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa do governo de São Paulo. Em reunião há cerca de 15 dias no Palácio do Planalto, Lula voltou a defender que o PT espere a decisão de Ciro Gomes (PSB) e disse que, caso Ciro mantenha a candidatura à presidência, o candidato do PT deveria ser o senador Aloísio Mercadante (PT-SP).

Diante do susto de Mercadante, que insiste em concorrer à reeleição para o Senado, o presidente disse: se você não quiser, Aloísio, vou indicar o Fernando Haddad.

A simpatia do presidente coloca Haddad em situação de vantagem à frente de outros pré-candidatos como o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, e a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy.

Marta não se declara pré-candidata mas tem se movimentado neste sentido. Na semana passada, descontente com uma decisão da executiva estadual do partido que a pedido de Lula deu mais tempo a Ciro para se decidir, ela enviou sua tropa de choque para tentar uma reunião extraordinária que aumentasse a pressão sobre o deputado do PSB. Isso aumentaria a chance de Marta ser a candidata. O motim foi debelado pelo presidente estadual do partido, Edinho Silva.

A ex-prefeita sabe que tem poucas chances de ganhar mas quer ganhar cacife para ser a candidata a prefeita em 2012.

Ao colocar o nome de Haddad na disputa, Lula também aumentou a pressão sobre Mercadante. Hoje, ele e Marta são as duas principais lideranças petistas no estado. Reeleito para o Senado, Mercadante também poderia concorrer com segurança à prefeitura em 2010. A indicação do ministro da Educação proporcionaria o surgimento de uma terceira força no Estado capaz de disputar a prefeitura em 2012.

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