Hacker inglês não poderá apelar da extradição para EUA na Suprema Corte

Um britânico acusado por Washington de ter entrado nos computadores do Pentágono e da agência espacial americana Nasa não poderá apela da decisão de sua extradição para os Estados Unidos na Suprema Corte da Grã-Bretanha, informou um tribunal de Londres.

AFP |

A Alta Corte, que em julho passado rejeitou um recurso ds advogados de Gary McKinnon, argumentou que "o caso não inclui questões legais de importância pública geral", um requisito para poder passar ao nível superior.

"Nenhum outro país do mundo ofereceria tão facilmente seus cidadãos aos Estados Unidos como bode expiatório puramente para proteger uma relação política especial'", declarou após a decisão Janis Sharp, mãe deste desemprego de 43 anos que os norte-americanos descreveram como o maior hacker de todos os tempos".

"Usar meu desesperadamente vulnerável filho desta forma é lamentável, imoral e desumano", acrescentou.

Os advogados de McKinnon anunciaram que vão explorar todas as vias legais possível para evitar a extradição, inclusive levar o caso à Corte Europeia de Direitos Humanos de Estrasburgo.

"Não vamos nos dar por vencidos", declarou Karen Todner, uma de suas representantes.

Detido em Londres em junho de 2005, McKinnon é acusado de ter entrado, entre fevereiro de 2001 e março de 2002, em computadores da Nasa, o exército, as forças aéreas, a marinha e o Pentágono dos Estados Unidos.

Se for extraditado, por ser condenado à prisão perpétua.

ra/lm

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