Hábito de fumar afeta potência e fertilidade, reforçam especialistas

Para os especialistas em saúde, os danos do cigarro à vida sexual estão comprovados há muito tempo. É consenso entre médicos que o desempenho sexual sofre, e muito, com o hábito de fumar.

Agência Estado |

Estudos científicos já apontaram que tanto a fertilidade quanto a potência masculina são afetadas com a fumaça do tabaco, o que faz do “cigarrinho depois” um problema na cama já disseminado até nas mensagens de alerta que ilustram os maços.

Antônio Pedro Mirra, coordenador da Comissão de Combate ao Tabagismo, da Associação Médica Brasileira (AMB), afirma que, além da disfunção erétil, sequela dos problemas de circulação provocados pelo cigarro, a qualidade do sêmen também é afetada, o que amplia o risco de infertilidade. “As mulheres fumantes também chegam a ter três vezes mais dificuldade para engravidar do que as que não fumam”, alerta.

A Associação de Controle do Tabagismo (ACT) reuniu uma série de publicações que evidenciam os malefícios do fumo no sistema reprodutivo. Um dos estudos citado pela entidade mostra um dado curioso. Enquete feita com 2 mil moradores da Europa mostrou que 80% dos ingleses e 70% dos franceses, holandeses e alemães preferem ficar sem sexo a ter de parar de fumar. Outra pesquisa recente, feita pela Universidade de Rochester (EUA), analisou 4.800 mulheres e atestou que mesmo entre as fumantes passivas o risco de aborto foi 1,3 vez maior. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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